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Fechamento de fábricas da Ford no Brasil vai ajudar em lucratividade, diz JPMorgan

·2 minuto de leitura
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BANGALORE, Índia (Reuters) - A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil e demitir cerca de 5 mil funcionários vai reduzir os prejuízos e permitirá a empresa se concentrar em ampliar a lucratividade do segmento internacional, escreveram analistas do JPMorgan nesta terça-feira.

A segunda maior montadora de veículos dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira o fechamento das fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE) neste ano, o que vai gerar encargos antes de impostos de cerca de 4,1 bilhões de dólares.

As ações da Ford subiram cerca de 3% na segunda-feira depois do anúncio e estavam praticamente estáveis antes da abertura dos negócios nesta terça-feira.

A Ford afirmou que a decisão de parar de montar veículos no Brasil faz parte do plano de reestruturação já anunciado de 11 bilhões de dólares, dos quais parte dos 4,2 bilhões em encargos já foram registrados no terceiro trimestre do ano passado.

O analista Ryan Brinkman, JPMorgan, afirmou em relatório que a decisão de fechar as fábricas no Brasil veio em um momento em que investidores têm reclamado sobre a falta de caminho para a lucratividade dos negócios da Ford na América do Sul.

A decisão também veio alguns dias depois do governo de São Paulo ter elevado o ICMS cobrado sobre as vendas de veículos novos e usados, algo que foi alvo de críticas na semana passada pela associação de montadoras, Anfavea.

"Esperamos que a decisão contribua para reduzir rapidamente os prejuízos das operações sul-americanas, para as quais agora esperamos um resultado financeiro em equilíbrio em 2020, ante prejuízo de 300 milhões de dólares anteriormente."

O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da Ford em 10%, para 11 dólares.

Analistas do Credit Suisse também disseram que o fechamento das fábricas brasileiras deve ajudar na melhoria de margens da Ford e que a decisão faz sentido estratégico.

(Por Aniruddha Ghosh)