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Febraban confirma ao MPF atuação de presidente da Caixa para evitar adesão a manifesto sobre 7 de setembro

·1 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  01-06-2021, 12h00: Na foto o presidente da CAIXA se emociona ao mostrar e passar ao presidente um crachá da participação de seu pai dele nos jogos olímpicos de Barcelona, em 1992. O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice presidente Hamilton Mourão, do presidente da Caixa Pedro Guimarães e do ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), durante evento sobre patrocínio da Caixa ao esporte brasileiro, no Palácio do Planalto. Bolsonaro declarou que no que depender do governo federal, a Copa América será realizada no Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 01-06-2021, 12h00: Na foto o presidente da CAIXA se emociona ao mostrar e passar ao presidente um crachá da participação de seu pai dele nos jogos olímpicos de Barcelona, em 1992. O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice presidente Hamilton Mourão, do presidente da Caixa Pedro Guimarães e do ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), durante evento sobre patrocínio da Caixa ao esporte brasileiro, no Palácio do Planalto. Bolsonaro declarou que no que depender do governo federal, a Copa América será realizada no Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) respondeu ao MPF (Ministério Público Federal) e confirmou que, por meio de “contatos informais”, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ameaçou retirar o banco público da entidade em caso de assinatura do manifesto da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O documento em questão, preparado antes dos atos de 7 de setembro, abordava a preocupação com o aumento da tensão entre os Poderes.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Procuradoria da República no Distrito Federal investiga se Guimarães utilizou seu cargo para pressionar indevidamente empresários e lideranças da Fiesp e da Febraban contra o manifesto.

“O presidente da Caixa Econômica Federal, em contatos informais, antecipou a posição contrária da Instituição Financeira à adesão ao manifesto pela Febraban e informou que, caso ocorresse, haveria a desfiliação da Caixa”, diz trecho da resposta enviada ao MPF.

Na resposta, a entidade anexou uma série de troca de e-mails sobre a assinatura do manifesto.

A documentação mostra que Guimarães, em 1º de setembro, chegou a solicitar ao presidente do Conselho Diretor da Febraban uma reunião presencial do colegiado para uma “nova deliberação sobre a adesão da entidade ao manifesto”.

O presidente do banco público argumentou na mensagem que “por exigência fundada no interesse social” e “de modo a evitar exposição negativa de mídia” seria necessária a realização do encontro presencial. O pedido foi negado um dia depois.

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