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FBI fecha sites de streaming que traziam conteúdo de Netflix, HBO e Prime Video

Felipe Demartini

Dois programadores americanos foram presos e acusados de operarem um esquema de sites ilegais de entretenimento, com lucros que ultrapassaram a marca do US$ 1 milhão ao longo dos últimos anos. Darryl Polo, de 36 anos, e Luis Villarino, de 40, assumiram serem os responsáveis por plataformas como iStreamItAll, JetFlicks e JetStream, que foram retiradas do ar e, agora, exibem apenas uma mensagem do governo americano sobre sua remoção.

De acordo com investigação do FBI, juntos, os serviços ilegais reuniam mais de 12 mil títulos entre seriados e filmes distribuídos em cinemas ou por meio de plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime, HBO Go e Hulu. Ambos foram citados como os maiores do tipo em operação nos Estados Unidos e funcionavam por meio de assinaturas, com os responsáveis comprando anúncios e enviando e-mails em massa convidando usuários a abandonarem as mensalidades de sistemas tradicionais para se juntarem ao site, que disponibilizava todo o conteúdo em um só lugar.

Foi esse movimento que chamou a atenção do FBI que, após uma investigação, chegou aos responsáveis pelas plataformas, que as mantinham no ar a partir de servidores no Canadá e nos Estados Unidos. Eles usavam sistemas automatizados criados por Villarino, para rastrear sites de torrent e realizar o download dos conteúdos, que eram então disponibilizados nas plataformas. Como o software estava ativo o tempo todo, os sites operados pela dupla garantiam agilidade na disponibilização de conteúdo inédito, alegando serem os mais velozes da categoria nesse trabalho.

Além disso, os programadores se vangloriavam, em suas propagandas, do fato de que suas plataformas funcionavam de maneira simples em todo tipo de dispositivo, desde smartphones e tablets até consoles de vídeo game e máquinas mais modestas, usando isso como outro meio para atrair assinaturas e clientes. Em troca ao acesso rápido à produções americanas e internacionais, os sites cobravam valores que iam de US$ 19,99 (cerca de R$ 80) por mês, até US$ 179,99 (ou aproximadamente R$ 730) por um ano.

De acordo com as autoridades americanas, milhares de usuários eram assinantes do serviço, gerando um fluxo contínuo de renda para Polo e Villarino, bem como outros envolvidos. Oito pessoas, além da dupla apontada como cabeça do esquema, foram presas ou indiciadas em diferentes estados americanos por envolvimento com a compra de anúncios, manutenção ou programação das plataformas retiradas do ar pelo FBI.

Diante do tribunal, Polo admitiu ser um dos responsáveis pelo iStreamItAll e outros sites do tipo, assumindo a culpa por crimes como pirataria e lavagem de dinheiro. Já Villarino alegou seu envolvimento em acusações semelhantes relacionadas ao Jetflicks e outras plataformas, com as quais esteve envolvido entre dezembro de 2016 e junho de 2017, bem como uma acusação de conspiração para infringir direitos autorais. Os dois permanecem presos e têm julgamento marcado para março, podendo receber penas de cinco a 20 anos de prisão.

Enquanto o julgamento da dupla está marcado para março, os outros oito envolvidos devem comparecer diante da justiça até fevereiro para responderem por diferentes acusações. Polo e Villarino, como parte de um acordo com as autoridades, também concordaram em auxiliar em mais investigações, com as autoridades americanas esperando que, com isso, consigam indiciar outros envolvidos nos sites operados por eles. Todos, ainda, terão que pagar multas equivalentes a US$ 1 milhão como ressarcimento a distribuidoras pelos danos causados pelas operações de pirataria.

Fonte: Canaltech

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