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'Fazia de tudo, menos se preocupar com o trabalho', diz Bolsonaro sobre ministério

“Você pode colocar como ministério ou como secretaria, embaixo de um ministério qualquer, não influencia em absolutamente nada”, declarou Bolsonaro sobre o Trabalho (Fátima Meira/Futura Press)

Em uma entrevista concedida à Record nesta quarta-feira, 14, Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a polêmica que envolve o Ministério do Trabalho. O próximo presidente recuou novamente, e afirmou que não sabe se o Trabalho terá status de ministério ou de secretaria.

“O importante é que a legislação trabalhista será preservada, não interessa se vai ter status de ministério ou não”, afirmou. “Você pode colocar como ministério ou como secretaria, embaixo de um ministério qualquer, não influencia em absolutamente nada”.

Bolsonaro ainda fez críticas à gestão atual do ministério durante a entrevista. “Todo mundo sabe, esse ministério for largamente usado para ações não republicanas ao longo dos últimos anos”, opina. O vencedor das eleições disse ainda que a pasta conta com “um festival de denúncias”. “Esse ministério que fazia de tudo, menos se preocupar com o trabalho”, declara.

Como será?

Questionado a respeito do futuro do ministério, o futuro presidente evitou dar detalhes, mas já adiantou que a expectativa é de que ele seja diminuído, assim como grande parte dos ministérios.

“Vai ser diminuído, não há a menor dúvida. E não é apenas para enxugar o ministério, é para que ele se coloque no local que ele merece ser colocado, com a fiscalização rígida e técnica para botá-lo para funcionar”, indicou.

Propostas

De acordo com a agência Reuters, o futuro governo possui duas propostas para o futuro da pasta. A primeira delas é unir o ministério ao da Produção, enquanto a outra é a de inclui-lo no da Cidadania, de acordo com Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil. Os dois ministérios citados ainda não existem e serão criados pela gestão Bolsonaro.

“O Ministério do Trabalho ficará junto com a Produção, ou vai para o outro ministério chamado de Cidadania, que tem o desenvolvimento social, os direitos humanos. Para a gente poder sair de 30 ministérios para 16, 17 ou 15, tem que fazer essa concentração, tem que fazer essa reestruturação, e isso é bem complexo”, disse Lorenzoni, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quarta.