Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.487,88
    +1.482,66 (+1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.518,30
    +228,39 (+0,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,35
    +0,46 (+0,42%)
     
  • OURO

    1.845,10
    +3,90 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    29.412,63
    +458,09 (+1,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,34
    -23,03 (-3,42%)
     
  • S&P500

    3.901,36
    +0,57 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    31.261,90
    +8,77 (+0,03%)
     
  • FTSE

    7.389,98
    +87,24 (+1,19%)
     
  • HANG SENG

    20.717,24
    +596,56 (+2,96%)
     
  • NIKKEI

    26.739,03
    +336,19 (+1,27%)
     
  • NASDAQ

    11.838,00
    -40,25 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1528
    -0,0660 (-1,26%)
     

Fazendeiros ucranianos lutam também contra a crise alimentar

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Por volta dessa época do ano, Yaroslav Andrushko normalmente supervisionava a semeadura em sua fazenda de 1.000 hectares na região de Vinnytsya, no centro da Ucrânia.

Em vez disso, ele trocou suas roupas de trabalho por uniformes e se juntou ao exército um dia depois que a Rússia invadiu seu país. “Uma vez agricultor, sempre agricultor”, disse Andrushko, executivo-chefe de uma pequena empresa agrícola. “Mas as circunstâncias nos obrigaram a pegar em armas.”

Enquanto os ucranianos resistem à máquina militar do presidente russo Vladimir Putin, o ucraniano de 36 anos é um exemplo da resiliência demonstrada por tantos de seus compatriotas ao proteger a soberania de sua nação. Mas Andrushko e agricultores como ele também defendem um componente central da cadeia global de fornecimento de alimentos que está cada vez mais em perigo.

A Ucrânia é o maior produtor mundial de óleo de girassol e está entre os seis maiores exportadores de trigo, milho, frango e até mel. O dinheiro que ganha com a agricultura – US$ 28 bilhões no ano passado – agora é mais vital por causa do esforço de guerra, e a produção mais crítica para um mundo onde preços recordes levantam preocupações sobre a segurança alimentar.

Egito e Turquia, que dependem de grãos russos e ucranianos, lutam com inflação disparada. O governo do Cairo estuda aumentar o preço de pão subsidiado pela primeira vez em quatro décadas. A escassez de óleo de girassol na Europa, enquanto isso, força fornecedores a buscar alternativas. Supermercados em todo o Reino Unido limitam quanto óleo de cozinha os clientes podem comprar.

Isso, por sua vez, eleva os preços do óleo vegetal até na Índia, onde vendedores ambulantes agora cozinham petiscos a vapor em vez de fritar. Há também uma demanda crescente por óleo de palma, que está associado ao desmatamento de florestas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a Rússia, ela própria uma importante exportadora agrícola, ataca deliberadamente terras produtivas, coloca minas terrestres em campos e destrói equipamentos e instalações de armazenamento. Essas alegações foram corroboradas pelo comissário da União Europeia Janusz Wojciechowski, que disse que o bloco buscaria ajudar os agricultores da Ucrânia.

Não só o país está cada vez mais incapaz de exportar porque as rotas de trânsito foram cortadas, mas a Ucrânia também precisa usar sua produção agrícola mais limitada para garantir sua sobrevivência, disse o ministro da agricultura do país no mês passado.

O primeiro-ministro irlandês Micheal Martin ecoou os avisos em 20 de abril, depois de se encontrar com seu colega ucraniano, que estava a caminho de Washington. “Há um objetivo claro de criar uma crise alimentar em cima da crise energética, bem como travar uma guerra imoral e injusta contra a própria Ucrânia”, disse Martin.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos