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Fazendeiro encontra parte de foguete Falcon 9 em sua propriedade nos EUA

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Na última sexta-feira (2), um fazendeiro do Condado de Grant, em Washington, encontrou algo inesperado em sua propriedade: segundo informações das autoridades locais, um grande detrito de um foguete Falcon 9, da SpaceX, caiu no território da fazenda, deixando uma marca de 10 cm de profundidade no solo. Esse incidente ocorreu uma semana após detritos do foguete iluminarem o céu, emitindo algumas faixas brilhantes.

O dono da propriedade, que não quis ser identificado, encontrou o componente em sua fazenda e assim que viu a estrutura, chamada de “COPV”, com tamanho aproximado de um saco de pancadas, entrou em contato com o xerife da região, que enviou um sargento para verificar o objeto encontrado. Em entrevista ao The Verge, Kyle Foreman, representante do Gabinete do Xerife do Condado de Grant, comentou que “nem o proprietário e nem o sargento são cientistas de foguetes, claro, mas considerando o que aconteceu alguns dias antes, pareceu ser um detrito da reentrada do Falcon 9”, disse.

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Assim, o sargento entrou em contato com a SpaceX, que confirmou que o objeto era da empresa e enviou uma equipe para recuperar o componente. Em uma publicação no Twitter, os oficiais reportam que o COPV foi encontrado em uma propriedade privada, e que a Spacex já recuperou o objeto — e que não iriam divulgar a localização exata ou o nome do morador da fazenda em que o item caiu. De acordo com as autoridades, o objeto é uma estrutura de pressão que faz parte do segundo estágio do foguete Falcon 9, uma parte menor do veículo, que é liberada do estágio principal para levar a carga útil à órbita.

No caso, o foguete foi lançado para levar 60 satélites Starlink para a órbita, e o objetivo foi cumprido com sucesso. Enquanto o propulsor principal retorna para a Terra, onde será coletado pela SpaceX para passar por manutenções para ser usado novamente, o segundo estágio do foguete pode ser tanto destruído quanto deixado na órbita por alguns anos. Geralmente, ele passa pela chamada “queima de desórbita”, na qual segue em uma trajetória segura para ser queimado na atmosfera terrestre sobre o Oceano Pacífico.

A marca deixada pelo componente que caiu (Imagem: Reprodução/Grant County Sheriff’s Office)
A marca deixada pelo componente que caiu (Imagem: Reprodução/Grant County Sheriff’s Office)

Desta vez, após liberar o conjunto de satélites, o segundo estágio seguiu em uma trajetória anormal e proporcionou uma visão impressionante para moradores locais com o que pareceram “estrelas cadentes”. Depois disso, de alguma forma, o COPV resistiu à viagem e foi parar na fazenda, a mais de 300 km de distância do Oceano Pacífico. Segundo o portal Ars Technica, faltou propelente após o lançamento para o estágio reativer seu motor e finalizar a queima. Por isso, a reentrada foi feita com menor controle, e o estágio se rompeu no céu.

Jonathan McDowell, astrofísico e rastreador de objetos espaciais, acompanhou a trajetória do segundo estágio e disse que a reentrada não foi uma surpresa, mas que o momento e a localização foram inesperados: "é um enigma o estágio não ter sido desorbitado sob controle — parece que algo deu errado, mas a SpaceX não comentou nada sobre", disse. "Contudo, reentradas do tipo acontecem uma vez a cada algumas semanas, e é raro que aconteça em uma área de alta densidade populacional, porque é uma região muito pequena da Terra".

Fonte: Canaltech

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