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Em busca de gosto e textura de carne, Fazenda Futuro reformula hambúrguer vegetal

Matheus Mans
·3 minuto de leitura
Chamada de 2030, esta nova versão faz com que o hambúrguer da empresa “comece do zero”
Chamada de 2030, esta nova versão faz com que o hambúrguer da empresa “comece do zero”

Quase dois anos depois de chegar ao mercado, a startup Fazenda Futuro está mexendo com seu bem mais precioso: o hambúrguer vegetal, feito à base de plantas. A partir desta semana, o Futuro Burger passa pela maior reformulação desde que chegou às gôndolas do mercado. O objetivo é o mesmo, desde o começo: reproduzir gosto e textura de carne.

Chamada de 2030, esta nova versão faz com que o hambúrguer da empresa “comece do zero”. Em busca de um alimento mais saudável, o hambúrguer agora leva agora óleo de canola com gordura de coco, além de usar uma tecnologia que mantém a gordura dentro do próprio hambúrguer, tornando-o mais suculento e com quase nada residual na panela.

“Esta nova matriz, que se difere completamente da original, começou a ser desenvolvida em outubro de 2019, quando paramos para analisar minuciosamente novas variáveis da carne, como sua elasticidade, mastigabilidade e cor”, acrescenta Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro, ao Yahoo! Finanças. “Começamos, então, um trabalho de desenvolvimento com a ajuda de novas máquinas e processos industriais, além de ingredientes diferentes”.

Além do acréscimo do óleo de canola e gordura de coco, o hambúrguer agora leva soja não-transgênica, ervilha não-transgênica e beterraba para dar a cor vermelha. Já o teor de gordura foi diminuído para 6,5mg por porção de 80g. O teor de sódio agora é o menor da categoria no mundo, com 178 mg por porção. Em relação à proteína, são 11g por porção.

Sabor e consistência

Em testes realizados pela reportagem do Yahoo! Finanças, ficou evidente a melhora do produto. O sabor exagerado de defumado, que já tinha diminuído consideravelmente na versão 2.0, praticamente sumiu. Ficou apenas o necessário. Com isso, o sabor fica muito mais próximo de um hambúrguer feito de carne animal, bovina. Plantas, nem a lembrança.

“[Buscamos] levar produtos cada vez mais próximos aos de origem animal em aparência e, consequentemente, em usos culinários diversos", complementa Marcos Leta. “Um dos grandes desafios e objetivos da Fazenda Futuro é democratizar o consumo de carnes à base de plantas. E para fazer isso, precisamos trabalhar intensamente para tornar nossos produtos cada vez mais acessíveis, com ajuda da tecnologia e aprimoramento dela”.

Vale dizer que o hambúrguer também está mais consistente, sem qualquer sinal de esfacelamento ou algo do tipo -- ainda que a textura, no geral, ainda esteja alguns passos atrás do hambúrguer bovino. O cheiro também está lembrando um hambúrguer bovino que acabou de sair da chapa. Hoje, as plantas desse hambúrguer já se passam por carne.

Por fim, há uma alteração na bandeja em que o hambúrguer é vendido. Com tecnologia americana Eco-one, feita com compostos orgânicos, ela se biodegrada entre 2 a 5 anos. Isso complementa o objetivo geral do Futuro Burger 2030 de ser sustentável -- que leva no seu nome a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Futuro

Com o avanço e as melhorias do hambúrguer, fica a dúvida: há espaço para mais melhorias e mais inovação? “Sempre há espaço para mais avanços tecnológicos”, diz Marcos. “Estamos sempre nos reinventando e procurando melhorar em termos de sabor, sustentabilidade e saudabilidade. E, enquanto não chegarmos a um ponto de que os consumidores não saberão se estão comendo carne de plantas ou de animal, não descansaremos. Temos outras carnes animais para desenvolver, novos formatos também”.

Para o futuro da empresa, dentro do mercado cada vez mais acirrado de “plant based”, há um caminho complexo a ser seguido em desenvolvimento de produtos e expansão.

“Temos desde o início o propósito de mudar a forma como o mundo come carne, tornando esse hábito mais sustentável, através de nossos produtos plant based”, explica o executivo da startup, questionado sobre os próximos passos. “Começamos o ano com o novo Futuro Burger 2030 e a ideia é que esta matriz seja utilizada também em outros dos nossos produtos nos meses futuros, além de novas alternativas proteicas, claro. Outro foco é seguir nosso plano de expansão pelo mundo, onde já estamos em mais de 10 países”.