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Favorito nas eleições alemãs se explica ao Parlamento

·3 minuto de leitura
Ministro alemão das Finanças candidato do partido SPD para as eleições legislativas, Olaf Scholz, em comício em Munique, em 18 de setembro de 2021 (AFP/ANDREAS GEBERT)

O favorito das eleições legislativas da Alemanha, o social-democrata Olaf Scholz, defendeu nesta segunda-feira (20) sua ação de combate à lavagem de dinheiro em depoimento aos deputados.

Scholz foi convocaram pelos congressistas a poucos dias das eleições para prestar esclarecimento sobre um incômodo caso que abala o ministério das Finanças, chefiado por ele.

Na reta final da campanha, o candidato do partido social-democrata SPD precisou justificar à comissão de Finanças do Bundestag o porquê de funcionários de seu ministério não terem transmitido à Justiça as informações sobre uma suposta operação de lavagem de dinheiro.

Scholz afirmou que, nos últimos anos, seu ministério "melhorou continuamente" o combate à criminalidade financeira e listou os esforços promovidos.

Mas nenhum ministro "pode resolver (os problemas) com um estalar de dedos", disse aos parlamentares, informaram fontes internas à AFP.

Os deputados esperavam a declaração do ministro por videoconferência, devido à sua apertada agenda de campanha, mas Scholz surpreendeu os 30 membros da comissão e compareceu pessoalmente.

O testemunho ao Bundestag coincide com a reta final da campanha para as eleições legislativas do próximo domingo (26). Até o momento, Scholz aparece como favorito, com 25% das intenções de voto.

Atrás dele, estão os conservadores da CDU de Angela Merkel, agora sob a liderança do impopular Armin Laschet, com pouco mais de 20%, e os Verdes (15%), liderados por Annalena Baerbock.

O gesto presencial de Scholz não apaziguou os ânimos dos deputados. Tanto a oposição quanto seus sócios de governo da CDU/CSU acusaram-no de fracassar na luta contra a lavagem de dinheiro.

O deputado liberal do FDP Florian Toncar consideroiu Scholz responsável por "um espaço carente de direito na luta contra o crime organizado".

O representante social-democrata na comissão, Jens Zimmermann, acusou seus adversários políticos de fazerem deste caso um "espantalho" para prejudicar o favorito nas pesquisas.

- Pagamentos à África -

O ponto de partida desta investigação, em 2020, foi a "declaração de atividades suspeitas por parte de um banco (...) relativas a pagamentos com destino à África por uma quantia superior a um milhão de euros", em torno de US$ 1,17 milhão.

O Escritório Central de Investigação de Transações Financeiras (UIF), subordinado ao Ministério das Finanças, não transmitiu este relatório às autoridades judiciais, o que impediu "cessar esses pagamentos", segundo a Promotoria.

Esta transação "tinha como pano de fundo o tráfico de armas e drogas, assim como o financiamento do terrorismo", disse o banco em seu relatório.

Recentemente, a Promotoria pediu investigações dos ministérios das Finanças e da Justiça, para "verificar se e, caso necessário, em qual medida a direção e os responsáveis dos ministérios (...) estiveram envolvidos nas decisões da UIF".

A oposição parlamentar (os Verdes, os liberais e a esquerda radical) convocou Scholz imediatamente para que desse explicações.

- Scholz insinua complô -

Irritado com as investigações em plena campanha eleitoral, Scholz criticou a maneira como os investigadores estão conduzindo o processo e insinuou ser vítima de um complô político.

Diante da ameaça de uma derrota histórica, os conservadores da CDU também buscam lucrar com o assunto para atacar seu ainda sócio de coalizão.

"Quando uma Promotoria investiga um ministério, a reação adequada é dizer 'vamos ajudar a Justiça' e não denunciar complôs de forma 'populista'", disse o candidato conservador, Armin Laschet.

O ministério de Scholz já foi criticado no ano passado por negligenciar sua vigilância na falência da sociedade Wirecard, o maior escândalo financeiro desde a guerra neste país.

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