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'Fase dois' do acordo EUA-China ocorreria após eleições, diz Trump

O presidente Donald Trump disse ter dúvidas se os produtores agrícolas americanos darão conta da demanda chinesa prevista no acordo "fase um"

Washington e Pequim vão começar a negociar rapidamente a "fase dois" de seu acordo comercial, mas o resultado será conhecido depois das eleições americanas de novembro, disse nesta quinta-feira (9) o presidente Donald Trump.

As declarações foram feitas a poucos dias da chegada a Washington do vice-primeiro-ministro chinês Liu He para assinar no dia 15 a "fase um" deste acordo que marca uma trégua em uma guerra alfandegária que dura quase dois anos.

Trump disse ter dúvidas se os produtores agrícolas americanos darão conta de satisfazer a elevada demanda chinesa prevista neste acordo.

"Começaremos imediatamente a negociar a fase dois. Levará pouco tempo", disse Trump a jornalistas.

"Poderia esperar para terminá-lo depois das eleições porque acho que podemos ter um acordo um pouco melhor; talvez não muito melhor", acrescentou.

Após longas negociações alteradas por enfrentamentos, as duas partes chegaram em dezembro a um acordo parcial, que aparentemente só satisfaz a algumas das demandas dos Estados Unidos à China.

Nas últimas semanas, observadores disseram que o apetite por concluir a "fase dois" não seria muito grande enquanto continuarem sendo aplicadas muitas tarifas durante o conflito.

Na chamada "fase um", a China se comprometeu a comprar no mínimo US$ 200 bilhões adicionais de bens americanos nos próximos dois anos. Isso inclui US$ 50 bilhões adicionais de importação de produtos agrícolas, segundo o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer.

As exportações agrícolas americanas para a China atingiram seu máximo em 2012 quando chegaram a 26 bilhões de dólares.

"A grande questão é se os produtores poderão responder tanta demanda", disse Trump na quinta-feira. "É o maior contrato já assinado", assegurou.

Nas últimas semanas, os mercados saudaram com altas expressivas o esfriamento do conflito sino-americano, que põe em xeque não só as duas potências, mas também a economia global.