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"Fascinante"! Estudo descobre como funciona o cérebro de uma pessoa bilíngue

·2 min de leitura

Em um estudo que buscou desvendar como funciona o cérebro de uma pessoa bilíngue, pesquisadores descobriram que o órgão usa um mecanismo compartilhado não só para combinar palavras de um único idioma, como também para combinar palavras de dois idiomas diferentes.

A descoberta, portanto, indica que a mudança de idioma é natural para as pessoas bilíngues, pois o mecanismo usado pelo cérebro não detecta que o idioma mudou, permitindo uma transição contínua na fala e na compreensão de mais de um idioma ao mesmo tempo.

Sarah Phillips, autora principal do artigo, explica que nossos cérebros são capazes de se engajar em várias línguas. "Os idiomas podem diferir em relação aos sons que são usados e em como eles organizam as palavras para formar frases. No entanto, todos os idiomas envolvem o processo de combinação de palavras para expressar pensamentos complexos", pontua a pesquisadora. Liina Pylkkänen, autora sênior do estudo, acrescenta que pessoas bilíngues contam com uma versão "fascinante" do processo.

<em>Imagem: Reprodução/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Freepik

Para chegar nessas respostas, os pesquisadores exploraram se os bilíngues interpretam os idiomas mistos com os mesmos mecanismos de entendimento de um só, ou se se o processo acontece de forma única. Esse teste foi feito avaliando a atividade neural de pessoas que falam inglês e coreano, e os participantes viram, na tela de um computador, uma série de combinações de palavras.

Então, eles tiveram que indicar se a imagem combinava ou não com as palavras anteriores. O conteúdo mostrado formavam uma frase de duas palavras, ou simplesmente era um par de verbos que não combinavam umas com as outras na hora de formar uma frase. Em alguns casos, as palavras eram de um único idioma, e em outros uma mistura dos dois.

A medição da atividade cerebral foi feita através da técnica de magnetoencefalografia, exame capaz de mapear a atividade neural com base em registros de campos magnéticos gerados pelas correntes elétricas produzidas em nossos cérebros. Os cientistas explicam que o lobo temporal anterior esquerdo do cérebro, que atua na combinação dos significados das palavras, era insensível ao fato de receber palavras de um idioma só ou de línguas diferentes.

Então, essa região combina palavras de significados complexos, desde que esses significados se combinassem em um só, ainda mais complexo. "A pesquisa mostra que cérebros bilíngues podem, com uma facilidade notável, interpretar expressões complexas contendo palavras de idiomas diferentes", completa Phillips.

Fonte: Canaltech

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