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'Faraó dos Bitcoins' pede de volta R$ 72 mi doados à Universal

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Preso desde agosto de 2021, o "Faraó dos Bitcoins" agora pede devolução de doações feitas à Universal (Photo by: STRF/STAR MAX/IPx 2021)
  • Faraó dos Bitcoins: Glaidson Acácio dos Santos foi líder de um esquema de pirâmide e é acusado de co-autoria de homicídio;

  • Preso desde agosto de 2021, o "Faraó dos Bitcoins" tentou se candidatar a deputado federal pelo RJ;

  • Devolução das doações seria motivada pela "ingratidão" mostrada pela Igreja Universal.

Preso, Glaidson Acácio dos Santos, continua com suas tentativas de ganhar dinheiro. Conhecido como "Faraó dos Bitcoins", ao gerenciar um golpe financeiro que utilizava criptomoedas como pano de fundo, Glaidson agora está pedindo na justiça a devolução de R$ 72,3 milhões doados por ele e por sua empresa à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).

Realizadas entre 2020 e 2021, as doações foram feitas sob o motivo de "respeitar e admirar" a Igreja Universal. Segundo o golpista condenado, ele foi criado por sua mãe no ambiente religioso da Iurd, e quando adulto se tornou um voluntário da igreja, “exercendo função de missionário dentro e fora do Brasil”.

Por conta disso, ao ficar rico ele decidiu fazer as doações. Contudo, afirmou Glaidson, a Iurd teria demonstrado "ingratidão" pelo seu ato generoso ao levantar suspeitas sobre a origem "lícita" dos recursos. Agora, o "Faraó" pede o retorno do dinheiro. O processo corre na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio.

Em uma reportagem veiculada no dia 30 pelo jornal O Globo, na ação promovida pelo advogado de Glaidson, David Augusto Cardoso de Figueiredo, estão elencadas algumas falas dos líderes religiosos da Igreja Universal criticando transações com criptomoedas. Até mesmo o fundador da igreja, Bispo Edir Macedo, foi gravado afirmando que quem faz negócios com criptomoedas tem "relação com satanás".

Glaidson, que está preso desde agosto de 2021 por liderar um esquema de pirâmide financeira, lavagem de dinheiro, tentativa de homicídio e co-autoria de homicídio, não parou de tentar retomar a sua posição de proeminência na sociedade.

Neste ano além de ter movimentado R$ 228 milhões através de sua advogada, Eliane Medeiros de Lima, o "Faraó" também tentou se candidatar a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Apesar de ter tido sua candidatura indeferida pelo TRE-RJ, ele ainda sim obteve 37 mil votos nas eleições.