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Fangio, Riquelme, Messi e o Natal argentino

ELE - David Ramos/Getty Images

24 de junho de 1911. O primeiro pentacampeão mundial de F-1 nasceu em Balcarce, pertinho de Mar del Plata. Quem disse que “todos precisam tentar ser os melhores, mas jamais se sentirem os melhores”. Os Fangios.

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24 de junho de 1978. Nasceu talvez o melhor jogador que jogou como tal pelo Boca Juniors. Juan Roman Riquelme. Tão espetacular com a bola nos pés com a camisa xeneize que só no Brasil já são mais de 14 mil Riquelmes. Rikelmes. E variantes desse espetacular jogador que dominava a bola de um jeito que poucas vezes na vida vi alguém com tamanha capacidade para não ser desarmado.

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24 de junho de 1987. Em Rosário veio ao mundo um ET que chegou de um satélite do planeta onde foi bolado Pelé. Lionel Messi. O maior jogador que vi neste planeta de Maradona. Nesta Argentina que deveria adotar este dia com data nacional. Ou melhor: internacional. Porque o talento de Riquelme e Messi, acreditem, não conquistou tudo que eles mereciam. E quem gosta de futebol mesmo não limita paixão por camisa e por credo.

Messi não conseguiu, como Roman, ser de albiceleste nem perto do que foi Maradona. Gênio absoluto que, pelos clubes (exceto o Napoli), também não conseguiu ser o que Riquelme no Boca (de ambos) e o que Messi para sempre será no Barcelona (em que os três atuaram.

Aproveito para louvar três gênios da raça que extrapolam rivalidades. Como o próprio Fangio fez na vida e na carreira. No maravilhoso museu de cinco andares mantido pela Mercedes Benz em Balcarce, quando o visitei em 1999, a maior atração era um dos bólidos de Ayrton Senna (cujo maior ídolo era o próprio piloto argentino).

Riquelme e Messi são outros monstros que estão acima de rivalidades. Ou deveriam estar quanto aos talentos inquestionáveis. Mas o futebol permite se discutir com uma paixão exarcebada que extrapola a razão.

Não ganharam Copas?

Também não ganharam Cruyff. Di Stéfano. Puskás. Eusébio. Zico. Zizinho. Platini. Leônidas da Silva. Domingos da Guia. Falcão. Pedro Rocha. Van Basten. Rivera. Yashin. George Best. Moreno. Franco Baresi. Elías Figueroa. Roberto Baggio. Cristiano Ronaldo. Rummenigge. Ademir da Guia. Coluna. Gullit. Sócrates. Julinho. Boszik. Luisito Suárez (tanto o meia espanhol quanto o goleador uruguaiso). Stanley Matthews. Reinaldo. Careca. Carrizo. Kopa. Sindelar. Masopust. Ocwirk. Giresse. Seeler. Facchetti. Valentino Mazzola. Mazurkiewicz. Cech. Lato. Gento. Jair Rosa Pinto. Neeskens. Toninho Cerezo. Keegan. Paolo Maldini. Dassaev. Kocsis. Friedenreich. Raúl. Spencer. Arsenio Erico. Francescoli. Sívori. Labruna. Luís Pereira. Néstor Rossi. Tesourinha. Cubillas. Giggs. Boniek. Pedernera. Dirceu Lopes. Sandro Mazzola. Figo. Gigi Riva. Júnior. Hidegkuti. Kubala. Zamora. Stoichkov. Hagi. Verón. Tigana. Eto’o. Cantona. Blokhin. Weah. Drogba. Canhoteiro. Ademir de Menezes. Suker. Michael Laudrup. Bergkamp. Boniperti. Fontaine. Romeu Pelicciari. Deyna. Valderrama. Hugo Sánchez. Nedved. Leandro. Evaristo. Nordahl. Schmeichel. Rincón. Fausto. Pagão. Heleno de Freitas. Danilo Alvim. Bauer. Bettega. Barbosa. Khan. Bernabé Ferreyra. Savicevic. Litmanen. Nelinho. Oscar. Renato Gaúcho. Edmundo. Djalminha. Dario Pereyra. Dalglish. Dzajic. Skoglund. Dennis Law. Simonsen. Gamarra. Marinho Chagas. Scholes. Ibrahimovic. Shevchenko. Albert. Cech.

E aí?

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