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Familiares de Waldomiro Zarzur seguem brigando na justiça por herança bilionária

Waldomiro Zarzur era conhecido principalmente como um dos responsáveis pelo Mirante do Vale, edifício onde fica o Sampa Sky (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Waldomiro Zarzur era conhecido principalmente como um dos responsáveis pelo Mirante do Vale, edifício onde fica o Sampa Sky (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • Waldomiro Zarzur ficou conhecido como um dos responsáveis por um dos edifícios mais altos de São Paulo, o Mirante do Vale;

  • Processo de inventário foi concluído há seis anos, mas uma das herdeiras diz ter provas de que houve ocultação de patrimônio;

  • Construtor possuía um patrimônio que incluía usinas hidrelétricas, prédios comerciais, fazendas e hotéis.

O construtor Waldomiro Zarzur, conhecido principalmente como um dos responsáveis por um dos edifícios mais altos de São Paulo, o Mirante do Vale, morreu em 2013, aos 91 anos. No entanto, alguns de seus familiares seguem brigando na justiça pela herança, estimada em pelo menos R$ 5 bilhões.

De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o processo de inventário de Zarzur já havia sido concluído em 2016 e toda a herança distribuída entre seus filhos. Mas uma das herdeiras, Adele Zarzur, entrou com uma nova ação na Justiça, pedindo uma nova análise do processo e garantindo ter provas de que dois de seus irmãos, Roberto e Ricardo, responsáveis pela partilha, teriam ocultado ao menos R$ 500 milhões.

Ainda segundo o jornal, no conjunto de provas que Adele diz ter, estão documentos que mostrariam uma espécie de contabilidade paralela contratada pelos dois irmãos, que "teriam utilizado a condição de procuradores do pai para transferir cada um mais de R$ 250 milhões das empresas do grupo para pessoas jurídicas pertencentes a eles". O valor seria muito maior em comparação com o que Adele e sua irmã, Gisele, teriam recebido.

Para assegurar a autenticidade da prova, Adele contratou o perito contábil Mauro Stachini para analisar as 70 empresas do grupo. Em análise apenas 17 delas, Stachini já teria conseguido descobrir o desvio de R$ 211 milhões e anexou essa análise aos autos do processo.

Waldomiro, que era irmão de Ernesto Zarzur, criador da construtora Eztec, possuía um patrimônio que incluía usinas hidrelétricas, prédios comerciais, fazendas e hotéis. Como muitos bens do empresário estão nos Estados Unidos, Adele avalia ingressar com uma ação também no país.

Segundo a reportagem, uma tentativa de acordo entre as partes foi em vão e a juíza Eliane da Camara Leite Ferreira pediu então "que a herdeira faça uma lista de todos os bens que teriam ficado de fora da partilha original".