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Famílias de vítimas do incêndio no Ninho podem pedir revisão de acordos com o Fla após fatos novos, diz Defensoria

Fabio Utz
·2 minutos de leitura

Famílias de vítimas do incêndio no Ninho do Urubu que já acertaram junto ao Flamengo as respectivas indenizações podem pedir revisão dos acordos. A informação foi repassada por Cintia Guedes, coordenadora cível da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, ao GE.Globo.

A posição da profissional se dá mediante a divulgação de novos documentos que comprovam o conhecimento de integrantes do clube acerca do mau estado de conservação de seu centro de treinamento, o que colocava em risco a segurança das pessoas que frequentavam e/ou utiilizavam os alojamentos como habitação - caso dos dez jovens vitimados pela tragédia do início de 2019. "As famílias percebem que isso poderia ter sido evitado, que os dirigentes sabiam, que foram alertados, mas simplesmente nada fizeram. Eu não tenho conhecimento dos outros acordos, mas sei que os primeiros que o clube fez foram valores muito mais baixos do que os acordos que estão sendo feitos agora. Esse é um dos pedidos que a gente faz na ação coletiva. Para que os acordos menores sejam revistos para as famílias receberem os mesmos valores", disse.

Cintia faz questão de dizer que, para quem acompanhou o caso, as irregularidades já eram conhecidas. "Se eu te disser que causou surpresa, é mentira. Eu acompanhei desde o início, eu estive lá. O que os e-mails dão notícia é que, ali, as instalações eram irregulares, que havia gambiarra. Isso tudo, para a gente que acompanha o caso, não causa surpresa porque a gente viu "in loco", viu essas gambiarras. A equipe técnica mostrou para a gente o que era visível para quem quisesse ver, que estava tudo ligado no mesmo disjuntor, fios desencapados, soltos... Lembro que todo mundo ficou muito assustado. Essa parte, para mim, não é surpresa." No entanto, o fato de a administração do CT saber disso é um fato novo, e relevante, dentro do processo. "Tudo isso foi passado direto para o diretor executivo (Marcelo Helman), que é tipo um síndico, e tudo isso foi ignorado. O que temos agora é a prova cabal de quem eram as pessoas que poderiam ter evitado tudo aquilo", completou.

Até o momento, o Flamengo fechou os acordos de indenização com os representantes de Jorge Eduardo, Samuel Thómas, Áthila Paixão, Gedinho, Rykelmo (lado paterno), Vitor Izaias e Bernado Pisetta. Ainda é preciso se chegar a um denominador comum junto às famílias de Arthur Vinícius, Christian Esmerio, Pablo Henrique e o lado materno de Rykelmo.

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