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Famílias não acompanharam buscas por corpos por acreditar que meninos estão vivos, diz defensora pública

·5 minuto de leitura

Mães de três meninos desaparecidos desde 27 de dezembro, e a avó de dois deles, não acompanharam o trabalho de buscas por corpos das crianças que teriam sido jogadas dentro de sacos, em um trecho do Rio Botas, entre os Bairros de São Bernardo e Recantus, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Depois de duas horas e meia, parte de uma ossada, que não se sabe ser humana ou animal, foi encontrada e enviada para exames em um laboratório da Policia Civil.

Segundo a defensora pública Gislaine Kepe, do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Publica, as famílias optaram por não acompanhar às buscas por corpos das crianças, nesta sexta-feira, por acreditar que elas ainda estejam vivas. Bombeiros e policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) vasculharam o Rio Botas depois que uma testemunha apontou o irmão como sendo o responsável por jogar no rio sacos entregues por traficantes, onde estariam os três meninos.

—As famílias não quiseram acompanhar porque estão resistentes em acreditar que esta possa ser a finalização da investigação deste caso, assim como nós da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (Belford Roxo) — disse Gislaine Kepe.

Na noite desta quinta-feira, Silvia Regina, avó de dois dos três meninos desaparecidos já havia demonstrado incredulidade sobre a nova vesão apresentada pela testemunha sobre o que teria acontecido com as três crianças.

— Como que uma pessoa pega três corpos em sacos sem saber do que se trata? Criança pesa, ainda mais três. E os corpos não subiram depois, ninguém viu? É um relato muito estranho, parece inventado. Estão tentando despistar a polícia — disse Silvia Regina ao GLOBO, antes de continuar:

— Para mim, ele estão vivos. Isso é história pra boi dormir.

Durante as buscas feitas por bombeiros e policiais foram encontrados fios emelhantes a cabelo e pedaços de uma coluna e de uma costela. Os ossos serão analisados no Laboratório da Policial Civil. Caso a análise preliminar aponte tratar-se de material humano, os restos serão confrontados por exame de DNA com amostras cedidas pela família dos três garotos.

A ossada encontrada dentro de um saco preto deve ser encaminhada, ainda nesta sexta-feira, para o laboratório. Segundo o perito Arthur Couto, que e examinou os restos encontrados, a putrefação do material não permitiu distinguir se são ossos humanos ou não.

—Será encaminhado(material) ainda nesta sexta-feira para o laboratório da Polícia Civil. Por conta do nível de decomposição não dá para determinar, numa análise visual, se é material humano ou não. Foram encontrados alguns ossos e a gente não sabe precisar quais partes eles representam. São semelhantes a coluna e costela. Vamos para a análise para saber se é material humano. Encontramos também alguns fios que podem ser de cabelo. A gente vai fazer uma comparação com o DNA da família das crianças e também com o que tiver de material dos meninos — disse o perito Arthur Couto.

O trabalho de buscas começou às 10h e foi acompanhadas por dezenas de curiosos. Três equipes do Corpo de Bombeiros, incluindo mergulhadores do Grupamento de Busca e Salvamento, e cerca de 20 policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) , vasculharam um trecho do Rio Botas, localizado próximo a uma ponte que serve de divisa dos Bairros de São Bernardo e Recantus.

Segundo uma testemunha que denunciou o próprio irmão como sendo um dos responsáveis pelo sumiço dos corpos dos meninos, o local foi onde seu familiar e homens do tráfico do Morro do Castelar teriam jogado os corpos das crianças em sacos plásticos. Durante os trabalhos, que duraram até 12h30, bombeiros usaram um garateia para vasculhar o fundo do Rio. A ferramenta em forma de âncora acabou puxando o saco onde estava guardada parte da ossada.

De acordo com Gislaine Kepe, a Defensoria Pública vai acompanhar os exames de confronto de DNA com material cedido pela família dos meninos, caso se confirme que a ossada encontrada seja oriunda de material humano e não de origem animal.

— Vamos acompanhar o exame da ossada . Esta diligência é imprescindível e prioritária para o deslinde (desfecho) deste caso com certeza - disse Gislaine Kepe.


O suspeito que foi denunciado pelo irmão prestou depoimento, nesta quarta-feira, na DHBF. Ele negou o crime, mas admitiu ter jogado no rio sacos que foram entregues por traficantes. Também alegou que não sabia o conteúdo dos invólucros. O delegado Uriel Alcântara chegou a pedir a prisão do homem, mas o pedido foi indeferido pela Justiça.

Já de acordo com o depoimento do denunciante, os meninos teriam sido espancados e mortos a mando do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, o Piranha, que tem a prisão decretada por tráfico. O motivo do crime, segundo ele, seria que uma das crianças estaria envolvida no furto de uma gaiola de passarinho.


Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11 e Fernando Henrique, de 12, sumiram no dia 27 de dezembro. Eles foram vistos pela última vez em uma feira do Bairro Areia Branca, também em Belford Roxo. Moradores do Morro do Castelar, localidade que tem o comércio de drogas controlado pelo traficante Piranha, os meninos ainda foram flagrados por uma câmera de segurança quando estavam a caminho da feira.


Pelo menos duas testemunhas também afirmaram, ao prestar depoimento na DHBF, terem os visto os garotos no local. A polícia trabalha com a hipótese de que os meninos tenham desaparecido logo após sairem da feira ou nas proximidades da comunidade em que moravam.

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