Famílias ficaram mais endividadas em dezembro, diz CNC

As famílias ficaram mais endividadas no mês de dezembro em relação a novembro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Do total de entrevistados 60,7% informaram estar com dívidas, ante 59,0% que se diziam endividados em novembro e 58,6% em dezembro de 2011.

Também aumentou o porcentual de dívidas ou contas em atraso, de 21,0% em novembro para 21,7% em dezembro. Em igual mês do ano anterior, eram 21,2%. Para 7% das famílias não será possível pagar as dívidas neste mês. Em novembro, o porcentual era de 6,8% e, em dezembro de 2011, de 7,2%.

"Apesar da tendência recente de alta do endividamento, a trajetória de queda dos spreads bancários e o mercado de trabalho ainda aquecido proporcionam condições para indicadores de inadimplência ainda favoráveis", afirmou a CNC, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira.

A confederação destaca que a maioria das famílias possui uma percepção positiva sobre a capacidade de pagamento das dívidas, "com a proporção de famílias que relataram não ter condições de pagar suas contas em atraso permanecendo em patamares baixos".

Segundo a pesquisa, o tempo médio de atraso no pagamento foi de 60,8 dias neste mês, superior aos 62,8 dias de dezembro de 2011. O tempo médio de comprometimento com dívidas foi de 6,4 meses, sendo que 28,2% das famílias informaram estar comprometidas com dívidas até três meses, e 26,7%, por mais de um ano.

A maior parte das dívidas, 75,9%, é atrelada ao cartão de crédito, seguido do carnê, com 18,9%, e do financiamento de carro, com 11,7%. "As políticas de estímulos ao crédito e à aquisição de bens duráveis continuam exercendo impacto moderado sobre o número de famílias endividadas", segundo a CNC.

Na passagem de novembro para dezembro, o comprometimento do orçamento com contas a pagar foi disseminado entre as famílias de diferentes classes de renda. Entre aquelas com renda mensal de até dez salários mínimos, o porcentual de endividamento passou de 60,9% para 61,9%. Enquanto para o grupo com renda mensal superior a dez salários mínimos avançou de 51,1% para 54,6%.

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