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"Faltou bom senso", diz Doria sobre ideia de Covas de antecipar feriados

Anita Efraim
·4 minuto de leitura
Governador Joao Doria olha para o prefeito da capital paulista, Bruno Covas
Governador João Doria fez críticas ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou a decisão do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), de adiantar os feriados. Segundo o governo municipal, a decisão foi tomada para bater a disseminação do coronavírus.

A crítica de Doria foi feita no sentido de o anúncio não ter sido coordenado com o governo estadual nem com cidades da região metropolitana e do litoral paulista.

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"Nós alertamos ontem a prefeitura de São Paulo de que uma medida como essa deveria ser discutida previamente com o governo do estado de São Paulo e com os prefeitos da região metropolitana e também do litoral", disse Doria durante visita ao Instituto Butantan. Foram entregues mais 2 milhões de doses da Coronavac ao governo federal nesta sexta-feira (18).

Para o governador, a decisão de Covas gera dúvidas e preocupações, sobretudo para os prefeitos do litoral. Há o temor de que paulistanos de desloquem para as praias do estado, incentivando a proliferação do vírus, em vez de impedir a propagação.

“Infelizmente, a decisão do prefeito foi anunciar sem esse entendimento prévio”, declarou Doria.

Medo das consequências

A decisão de antecipar feriados em São Paulo adotada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) preocupa as cidades da Baixada Santista. O medo dos prefeitos do litoral é de que a região seja tomada por turistas, que poderão ter até dez dias de folga a partir do próximo dia 26. As informações são da "Folha de S. Paulo".

A "invasão" aconteceria em um momento em que a pandemia do novo coronavírus vive seu auge no país, causando colapso em redes hospitalares ao redor de todo o país. Segundo o jornal, o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista, que reúne as nove cidades da região, reuniu-se nesta quinta-feira (18) por videoconferência.

Os municípios estudam adotar medidas restritivas em conjunto e também pediram ao governo estadual para que realize barreiras nas estradas de acesso à Baixada Santista, além de reforçar o policiamento e cancelar a operação descida no sistema Anchieta-Imigrantes.

Mongaguá, uma região muito visitada por turistas da capital, já anunciou que não pretende antecipar seus feriados e se mostrou crítica à medida adotada por Covas. O tucano decidiu antecipar os feriados de Corpus Christi (de 2021 e 2022), Consciência Negra (2021 e 2022) e aniversário da cidade (2022).

Pedido de lockdown

Com a saúde em situação calamitosa em São Paulo, prefeitos de 19 cidades já pediram ao governador João Doria que decrete lockdown na região metropolitana do estado. A informação foi divulgada pelo prefeito de Santo André, Paulinho Serra (PSDB), ao G1.

Presidente do consórcio que reúne as sete cidades que integram o ABC paulista, Paulinho confirmou que todas elas enviaram um ofício a Doria requisitando o lockdown. Ele explicou, ainda, que a decisão foi aderida por 12 municípios do consórcio do Alto Tietê.

Veja como funcionará a medida anunciada por Covas

A cidade de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (18) que irá antecipar cinco feriados no município para tentar conter os avanços da Covid-19. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas e, assim, frear o número de internações e mortes pela doença, que chegou nesta semana ao maior índice desde o início da pandemia.

A afirmação foi feita pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa, onde também foi anunciada a primeira morte de um paciente na espera de um leito de UTI no município.

A cidade de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (18) que irá antecipar cinco feriados no município para tentar conter os avanços da Covid-19. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas e, assim, frear o número de internações e mortes pela doença, que chegou nesta semana ao maior índice desde o início da pandemia.

A afirmação foi feita pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa, onde também foi anunciada a primeira morte de um paciente na espera de um leito de UTI no município.

Colapso do sistema de saúde

Na quinta-feira, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, alertou para a possibilidade de que pequenos municípios do estado de São Paulo fiquem sem oxigênio para atendimento de pacientes com covid-19. Segundo ele, com o aumento acelerado de novos casos, o estado pode enfrentar um problema logístico na distribuição de cilindros de oxigênio.

Segundo Gorinchteyn, o problema pode afetar especialmente municípios pequenos, com até 10 mil habitantes. Essas cidades possuem pequenas unidades de atendimento e não têm tanques para fornecimento e armazenamento de oxigênio.