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Falta de vacinas em Taiwan traz outro risco para oferta de chips

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Em fevereiro, quando o mundo pedia ajuda a Taiwan para enfrentar a falta de semicondutores, o ministro da Saúde do país criticava a China sobre uma suposta interferência na compra de vacinas contra a Covid-19.

O governo de Pequim, sugeriu o ministro, teria usado pressão política para inviabilizar o plano de Taiwan de comprar cinco milhões de doses diretamente da alemã BioNTech, e não através de uma empresa chinesa que tem os direitos de desenvolver e comercializar a vacina BioNTech-Pfizer na China, Hong Kong, Macau e Taiwan. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, respondeu que o governo de Taipei deveria parar de promover questões políticas “sob o pretexto” de problemas com vacinas.

Três meses depois, Taiwan paga o preço pela falta de vacinas, com um aumento dos casos de coronavírus que ameaça levar a um lockdown. Tendo combatido com sucesso a primeira onda de Covid-19, o governo agora enfrenta uma emergência de saúde - apenas cerca de 1% da população está vacinada - com o potencial de afetar a indústria de chips, que domina a economia local e também é essencial para a oferta global já apertada.

O risco foi levantado pelo chefe do escritório de Taiwan em Nova York, que alertou sobre “problemas logísticos” se não houver acesso a mais vacinas. No entanto, ao evitar imunizantes da China e alertar sobre mais escassez de chips caso não obtenha doses suficientes de outros lugares, o governo dá incentivos ainda maiores para as maiores economias do mundo fazerem investimentos que podem reduzir a vantagem competitiva de Taiwan em semicondutores no longo prazo.

A situação de Taiwan ilustra sua posição estratégica, embora vulnerável, na confluência das tensões EUA-China. Separada por um estreito de 177 quilômetros de largura, Taiwan é considerada uma província pelo governo chinês e sua conquista é o principal objetivo do presidente Xi Jinping por razões históricas e ideológicas. Os EUA são aliados do governo democrático de Taipei e um grande comprador de suas exportações, lideradas por chips produzidos pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC).

Quando começou a faltar semicondutores no fim do ano passado, o que prejudicou setores como se automóveis e jogos de computador, Taipei parecia mostrar uma vantagem global. A TSMC é líder mundial em semicondutores de ponta e detém 56% das chamadas fundições de chips projetados por clientes como Apple e Qualcomm.

Mas Taiwan sofreu uma repentina mudança de sorte. A pandemia coincide com uma seca que provoca cortes de energia, o que levou à incerteza econômica e à queda do índice acionário, que registrava o melhor desempenho do mundo nos quatro anos até janeiro.

Além disso, a própria fonte da influência geopolítica recente de Taiwan - seu domínio do mercado de chips de ponta - está sob ataque enquanto governos dos Estados Unidos, Europa e Japão, alertados sobre a natureza estratégica da cadeia de suprimentos de semicondutores, buscam estimular produção em casa. A China tem investido bilhões para recuperar o atraso depois que o governo Washington impôs controles de exportação sobre a tecnologia de chips dos EUA.

“Acho que nos tornamos muito dependentes de Taiwan e da Coreia, esse é o ponto, precisamos de uma cadeia de suprimentos global mais equilibrada”, disse em entrevista Pat Gelsinger, diretor-presidente da Intel, maior fabricante de chips do mundo. EUA e Europa deveriam agir “mais agressivamente” para combater o “desequilíbrio” da liderança da Ásia na fabricação de semicondutores que são consumidos principalmente no Ocidente, afirmou.

A sustentabilidade da indústria de Taiwan também foi questionada depois dos apagões de energia ocorridos neste mês, desviando a atenção para fatores ambientais, incluindo a escassez de água e incerteza sobre o fornecimento futuro de eletricidade para fábricas de chips que consomem muita energia.

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©2021 Bloomberg L.P.

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