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Falta de vacinas desafia campanha de imunização na China

Bloomberg News
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A ambiciosa campanha da China para vacinar 560 milhões de pessoas - 40% da população - até o fim de junho é prejudicada pela falta de imunizantes, o que obriga autoridades de saúde a estenderem os intervalos entre as duas doses, enquanto algumas pessoas não conseguem agendar a segunda injeção.

O gargalo ocorre quando a China acelera o ritmo de vacinação para quase 5 milhões de doses por dia, o mais rápido do mundo, embora como proporção da população coberta ainda fique atrás dos Estados Unidos, Israel e outros países que lideram a imunização.

Embora a China possa contar com fabricantes domésticos, o que permite maior controle do que a maioria dos países em busca de doses, o ritmo acelerado tem levado empresas locais ao limite de produção, disseram pessoas a par do assunto.

Em parte, isso levou a uma decisão no final de março da Comissão Nacional de Saúde da China com diretrizes para que o intervalo entre a primeira e a segunda dose possa ser estendido para até oito semanas, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

Esse prazo é mais do que o dobro do intervalo de doses usado durante os ensaios clínicos das vacinas desenvolvidas pela estatal China National Biotec Group e Sinovac Biotech, com sede em Pequim.

Entre as vacinas ocidentais, os intervalos entre doses das vacinas de RNA mensageiro variam de 21 dias a 28 dias, enquanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA recomendam um máximo de seis semanas. No Reino Unido, a recomendação é que a vacina da AstraZeneca seja administrada com um intervalo de quatro a 12 semanas.

As medidas destacam o desafio gigantesco da China, que praticamente eliminou o patógeno internamente, mas corre risco de ficar para trás em relação a outros países - especialmente rivais geopolíticos como os EUA - para alcançar imunidade de rebanho e reabrir a economia e fronteiras. Nas últimas semanas, uma campanha de propaganda que vincula a vacinação à manutenção do prestígio global da China no combate ao coronavírus aumentou consideravelmente as taxas de vacinação. Ainda assim, o país ainda imuniza apenas cinco em cada 100 pessoas, em comparação com 27 nos EUA e 56 em Israel, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg.

A Comissão Nacional de Saúde não respondeu a perguntas enviadas por fax.

A escassez é exacerbada pela promessa do governo chinês de transformar suas vacinas em um bem público global para ajudar a acabar com a pandemia. Mais de 100 milhões de doses foram doadas e vendidas no exterior e mais serão exportadas, já que fabricantes chineses devem ser incluídos no programa Covax, apoiado pela OMS, para ajudar a imunização em nações mais pobres.

A China também ofereceu vacinas ao Comitê Olímpico Internacional para os próximos Jogos de Tóquio, enquanto conversa com países europeus em busca de suprimentos.

A falta de vacinas parece ser desigual na China. A capital Pequim não indica nenhuma preocupação com suprimentos e já vacinou mais da metade da população. Já o centro financeiro de Xangai - cuja população também é superior a 20 milhões de pessoas - aumentou os intervalos entre as doses da Sinovac de 14 para 21 dias devido a preocupações com a oferta, disse uma das pessoas. Até o momento, Xangai administrou apenas 5,5 milhões de doses.

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