Mercado fechado

Faltam produtos no varejo, mas não falta demanda, diz presidente da Positivo

Gustavo Brigatto
Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O mercado de computadores, que vinha sofrendo com queda nas vendas desde seu pico em 2013, atingiu um novo patamar por conta da pandemia e não há falta de demanda no momento. “Há falta de produtos porque a demanda no varejo está maior que o esperado”, disse Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia, durante teleconferência com analistas nesta terça-feira.

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De acordo com o executivo, a demanda gerada pelo home office e pela educação a distância fez a busca pelos equipamentos crescer entre janeiro e maio.

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No primeiro trimestre, a alta foi de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,5 milhão de unidades vendidas. No acumulado anual, o avanço é de 8%, com seis milhões de máquinas vendidas.

Perguntado sobre a expectativa para o ano, o executivo disse que é difícil fazer uma estimativa, mas que o mercado tende a ficar em um novo patamar após a pandemia. A expectativa é que o desempenho fique em linha com o que a companhia projetava antes da pandemia.

Nas compras de empresas e do governo, Rotenberg disse que o cenário ainda é incerto porque, enquanto companhias de alguns setores e alguns órgãos públicos mantiveram as compras, outros pararam.

Sobre o fornecimento de urnas eletrônicas para o TSE, o executivo disse que hoje a companhia enviará ao órgão uma revisão da proposta visando o reequilíbrio das condições diante da variação do dólar, mas que não seria possível entregar os equipamentos mesmo que o pleito fosse realizado em dezembro.

Pelas informações mais recentes colhidas pela companhia, o TSE pretende finalizar a compra em 2020, com entrega prevista para o ano que vem, para não perder o orçamento previsto para o projeto.

No primeiro trimestre, a Positivo atingiu receita de R$ 378,6 milhões, uma alta de 8,9% em relação aos primeiros três meses de 2019. O lucro líquido foi de R$ 4,4 milhões, revertendo prejuízo de R$ 4,6 milhões registrado um ano antes. De acordo com Rotenberg, o resultado entre janeiro e março poderia ter sido melhor não fosse a desvalorização do real, que afeta as margens da companhia por conta do aumento nos preços dos componentes, que são importados da Ásia.

Rotenberg classificou o primeiro trimestre como “razoável” diante de três fatores enfrentados pelas companhia - primeiro o problema no abastecimento por conta do lockdown na China, depois os problemas no Brasil e a desvalorização do real.

Rotenberg destacou que o aumento de capital feito pela Positivo em janeiro permitiu que ela ficasse tranquila neste momento e que ela está preparada para enfrentar os efeitos da crise mesmo que ela se estenda.

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