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Falta de oxigênio causada pela pandemia afeta lançamentos de missões espaciais

·3 minuto de leitura

Na semana passada, a NASA anunciou o adiamento no lançamento do satélite Landsat 9 em função da falta de nitrogênio líquido. Em paralelo, a SpaceX projeta grandes mudanças no cronograma de lançamentos esperado para este ano. Estes adiamentos são o resultado da alta de casos de COVID-19 nos Estados Unidos, que trouxe aumento das hospitalizações dos pacientes e, portanto, na demanda de oxigênio — e os efeitos da cadeia de abastecimento de oxigênio podem se estender a mais missões, principalmente aquelas lançadas na Flórida e na Califórnia.

O satélite Landsat 9 seria lançado com o foguete Atlas 5, da United Launch Alliance (ULA), mas, como o nitrogênio líquido está em falta, o lançamento foi adiado para 23 de setembro — e, segundo Del Jenstrom, gerente de projeto do Landsat 9 na NASA, a crise do oxigênio líquido vem afetando as entregas do nitrogênio necessário para as operações, porque os caminhões-tanque que transportam o composto estão sendo utilizados para levar oxigênio aos locais onde os pacientes estão internados.

O satélite Landsat 9 irá auxiliar no monitoramento e gerenciamento dos recursos necessários para a vida humana (Imagem: Reprodução/NASA)
O satélite Landsat 9 irá auxiliar no monitoramento e gerenciamento dos recursos necessários para a vida humana (Imagem: Reprodução/NASA)

A Defense Logistics Agency, entidade responsável por supervisionar uma instalação que converte o nitrogênio líquido em gasoso, comunicou na semana passada que o suprimento do composto estava “criticamente baixo” e que seria insuficiente para dar suporte aos testes de pré-lançamento do Atlas 5. Agora, a Airgas, fornecedora de gases industriais e médicos, está realocando pelo menos uma dúzia de navios à Califórnia para restabelecer o fornecimento do nitrogênio. Como as entregas do composto aumentaram, Jenstrom acredita que estão no caminho certo para lançar o satélite na data prevista.

Um pouco antes de a NASA anunciar a mudança na data do lançamento do Landsat 9, a SpaceX também já esperava os efeitos da falta de oxigênio líquido. “Na verdade, seremos impactos neste ano com a falta de oxigênio líquido para lançamentos" comentou Gwynne Shotwell, presidente e chefe de operações na empresa, durante a 36º edição do Space Symposium. “Nós certamente vamos garantir que os hospitais tenham o oxigênio que precisam, mas quem tiver oxigênio líquido sobrando pode me enviar um e-mail?”, disse.

Elon Musk, CEO e fundador da SpaceX, afirmou que a falta de oxigênio líquido ainda não afetou as operações de lançamentos da empresa. “Este é um risco, mas ainda não é um fator limitante”, disse ele, em uma publicação no Twitter. A preocupação com a baixa do composto se deve ao fato de que foguetes precisam de oxidantes para ativar seus motores no espaço — os dois estágios do Atlas 5, da ULA, precisam de oxigênio líquido. Já o Starship, o veículo que a SpaceX segue desenvolvendo, usa combustível de metano misturado com oxigênio líquido, enquanto o Falcon 9 usa o composto misturado com querosene.

Caminhões levando oxigênio líquido ao Kennedy Space Center, em 2017 (Imagem: Reprodução/NASA/Kim Shiflett)
Caminhões levando oxigênio líquido ao Kennedy Space Center, em 2017 (Imagem: Reprodução/NASA/Kim Shiflett)

Shotwell não deu detalhes sobre os impactos da falta de oxigênio líquido no cronograma de lançamentos, mas vale lembrar que a SpaceX é a empresa que mais usa o composto na indústria espacial. A NASA afirma que tem oxigênio suficiente armazenado no Kennedy Space Center para um teste de abastecimento e tentativas de lançamento do foguete Space Launch System, que usa propelente de oxigênio combinado a hidrogênio líquido. Já Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa Roscosmos, tuitou no dia 29 de agosto que a Roscosmos já chega a meses de transferência de quase todo o oxigênio produzido a hospitais, o que resultou no adiamento de testes de motores de foguetes.

Fonte: Canaltech

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