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Falta de mão de obra nos EUA intriga economistas e traz riscos

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com o mercado de trabalho dos EUA ganhando força, surge o debate se existem trabalhadores suficientes para impulsionar uma expansão econômica mais rápida.

Empresas de fast-food como Chipotle Mexican Grill, a processadora de carne de frango Pilgrim’s Pride e a rede de hotéis MGM Resorts International dizem que não conseguem encontrar - ou seduzir - trabalhadores suficientes. Em teleconferência de balanços e pesquisas com empresas, executivos costumam culpar os cheques de estímulo e generosos benefícios de desemprego pela dificuldade de contratar.

Mas economistas e autoridades não estão certos sobre o que realmente tem causado essa lacuna e por quanto tempo vai durar. As contratações permanecem fortes por enquanto, indicando que essa falta de mão de obra não é necessariamente um problema. A preocupação é que, se a escassez persistir - especialmente no setor de lazer e hospitalidade -, isso poderia desacelerar a demanda e possivelmente levar a aumentos de preços.

O relatório de emprego que será divulgado na sexta-feira deve mostrar que a economia criou 1 milhão de empregos em abril e oferecer uma nova visão sobre esse descompasso, indicando se está impedindo o crescimento.

“Definitivamente, existe um paradoxo do emprego”, disse Joe Song, economista sênior para EUA do Bank of America. É difícil quantificar, “mas é claramente um desafio que pesa em um ritmo mais rápido de recuperação”.

Embora a taxa de desemprego deva ter caído para 5,8% no mês passado, segundo estimativa mediana de uma pesquisa da Bloomberg com economistas, a participação na força de trabalho permanece bem abaixo dos níveis pré-pandemia. Além disso, a taxa de emprego em relação à população - que mede a proporção da população empregada - ainda está mais de três pontos percentuais abaixo do nível antes da Covid-19.

Preocupações persistentes com saúde, responsabilidades contínuas com filhos e a impossibilidade de trabalho remoto são apenas algumas das razões pelas quais americanos relutam em voltar ao mercado de trabalho. Alguns também estão se aposentando mais cedo.

E qualquer pessoa que anteriormente ganhava menos de US$ 32 mil por ano terá uma situação financeira melhor no curto prazo recebendo seguro-desemprego, segundo economistas do Bank of America.

Zoraida Rodriguez, que trabalhou como faxineira no Bernard B. Jacobs Theatre em Nova York por 15 anos, diz que não consegue encontrar um emprego no varejo com trabalho estável, e receber o seguro-desemprego é uma melhor opção até que os teatros da Broadway reabram e ela possa voltar ao antigo emprego.

“Vale a pena um emprego de US$ 10 a hora sem benefícios?”, pergunta Rodriguez, que mora em Nova Jersey.

Mas o estímulo fiscal não é o único problema. Muitos dos empregos não preenchidos no setor de restaurantes e varejo destacam o fato de que as empresas não estão pagando adequadamente ou oferecendo aos trabalhadores horas suficientes, segundo Heidi Shierholz, do Instituto de Política Econômica.

“Os empregadores dizem: ‘Caramba, se há tantas pessoas que precisam de emprego, por que não consigo encontrar alguém realmente incrível, realmente barato?’”, disse Shierholz, que trabalhou como economista-chefe do Departamento de Trabalho durante o governo do presidente Barack Obama.

A pandemia também agravou a falta de profissionais qualificados em certos setores, como manufatura e construção, que já existia antes da crise.

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