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Falta d'água obriga síndicos a recorrer a caminhões-pipa no Rio

Carolina Ribeiro
·2 minuto de leitura
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

RIO - A conversa amistosa entre vizinhos de bairro está ganhando um novo diálogo pelas ruas do Rio de Janeiro nas últimas semanas. Agora, o tradicional “bom dia” antecede a pergunta “está caindo água por aí?”. Foi assim que Roberto Carlos Senra da Silva, síndico de um prédio da Glória, cumprimentou seus vizinhos na manhã deste sábado (05), na esperança de uma boa notícia. Isso porque os moradores de alguns bairros do Rio ou de municípios da Baixada Fluminense já não sabem mais o dia em que terão água em casa desde que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) anunciou a necessidade de reparos emergenciais na Elevatória do Lameirão. A previsão é que os transtornos pela falta de abastecimento durem até o dia 20.

— A gente sai de casa já perguntando aos outros vizinhos se está caindo água. Quando um diz que está caindo, mesmo que fraquinho, nos dá uma esperança de que chegue para a gente também. No prédio em que moro, já pedimos dois caminhões-pipa de R$ 900 e se, se não cair água nos próximos dias, vamos ter que pedir mais, pois já está acabando novamente. E quem vai arcar com o prejuízo? — questionou Roberto.

De acordo com os moradores da Glória e de Santa Teresa, há mais de três dias não pinga uma gota de água na caixa d’água. Na semana passada, a situação era a mesma. A escassez fez com que a maioria dos prédios da região contratassem o serviço de empresas particulares de caminhão-pipa. Na manhã deste sábado, foi a vez de um condomínio na Rua Benjamim Constant, na Glória.

—A nossa cisterna é de 10 mil litros. Conseguimos segurar até esse sábado economizando água, mas já estava acabando e nada de abastecimento. Fizemos uma pesquisa de preço e o caminhão mais barato que encontramos foi de R$ 500. É um prédio com moradores idosos e muitas crianças, pagamos todas as taxas da Cedae e ainda temos que contratar água por fora. É um absurdo. Se não normalizar, vamos ter que pedir semana que vem novamente para evitar transtornos aos moradores — contou o militar Leonardo de Magalhães, que contratou o serviço.

Neste final de semana, 52 bairros do Rio de Janeiro e sete cidades da Baixada Fluminense estavam na lista de possíveis pontos de falta d’água. Desde o início da manutenção na Elevatória do Lameirão, que reduziu em 25% a capacidade de funcionamento do equipamento, a Cedae divulga uma lista de localidades que vão passar por um rodízio de abastecimento.