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Falta de combustível preocupa, mas ainda não impacta empresas aéreas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A perspectiva de faltar combustível está no radar das empresas aéreas, mas ainda não chegou a ter impacto sobre as operações, segundo as companhias. Os bloqueios iniciados no domingo à noite afetaram a chegada de passageiros, tripulantes e demais profissionais ao aeroportos.

Entre segunda (31) e terça (1º), o aeroporto internacional de Guarulhos registrou 45 voos cancelados devido ao bloqueio da avenida Hélio Smidt, que dá acesso aos terminais. Na quarta (2), foram três.

Em Viracopos, em Campinas (SP), pelo menos 19 pousos e decolagens foram cancelados nesta quarta, a maioria da Azul, que concentra suas operações no terminal do interior de São Paulo.

Segundo a companhia aérea, além de Viracopos, os bloqueios em rodovias já começaram a afetar o abastecimento de combustíveis em aeroportos da região Sul e em Rondonópolis e Sinop, no Mato Grosso. A Azul diz que "ainda assim as operações estão ocorrendo dentro do planejado."

A Gol diz que sua operação segue normal e sem impacto até esta quarta. No entanto, a companhia recomenda que os passageiros consultem o status dos voos antes de saírem de casa. A orientação inclui também um tempo maior de antecedência.

A Gol pede que os clientes se programem para chegar ao embarque com pelo menos três horas de antecedência.

A Latam também está recomendando que os passageiros cheguem aos aeroportos "com a maior antecedência possível, uma vez que o tempo de deslocamento pode ser maior", diz alerta divulgado no site da empresa. No mesmo comunicado, a Latam diz que os bloqueios não tiveram impactos relevantes sobre suas operações.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) divulgou na terça um alerta sobre o risco de desabastecimento de combustível durante o feriado. Procurada nesta quarta, a associação diz que mantinha sua posição.

"O transporte aéreo também pode ser impactado pela dificuldade de chegada de profissionais, tripulantes e passageiros aos aeroportos, inviabilizando a operação e prejudicando, ainda, atividades essenciais como o transporte gratuito de órgãos para transplantes e o envio de cargas", afirmou, em nota.