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A falta de acesso rápido e barato ao espaço atrasa a corrida dos nanossatélites

·3 minuto de leitura

Para os desenvolvedores iniciantes de satélites e para aqueles que buscam solucionar o problema do lixo espacial, os nanossatélites se apresentam como uma solução muito mais viável do que os grandes modelos convencionais. Por serem menores em tamanho e também em custo, os nanosats permitem que mais pessoas alcancem o espaço. No entanto, este setor se depara com desafios como a grande dependência de veículos de lançamento que coloquem estes objetos na órbita da Terra, o que provoca o atraso de muitos projetos inovadores.

Atualmente, existe uma série de projetos aeroespaciais envolvendo nanossatélites. Alguns deles voltados para a limpeza do espaço próximo à Terra, removendo destroços ao redor do planeta, e outros que avaliam materiais mais baratos e resistentes, como pequenos satélites de madeira. O problema é que a maior parte desses trabalhos funcionam como uma espécie de “tiro no escuro”, pois é inviável lançar um equipamento desse para a órbita terrestre e depois recolhê-lo para novas análises e aprimoramentos. Nesse sentido, a inovação depende (e muito) dos desenvolvedores de veículos de lançamentos.

Em 30 de junho deste ano, a SpaceX lançou 88 satélites em seu 2º lançamento compartilhado (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Em 30 de junho deste ano, a SpaceX lançou 88 satélites em seu 2º lançamento compartilhado (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Mais do que lançar estes pequenos satélites ao espaço, os empreendedores espaciais devem garantir projetos econômicos e ambientalmente viáveis. Segundo Steve Heller, fundador da Evolution Space — empresa que oferece lançamento suborbital para pequenas cargas como os nanossatélites —, novas rotas são urgentes. Para ele, assim com a internet foi a tecnologia fundamental da última geração, o espaço tem grandes chances de ser a desta, desde que consigamos torná-lo tão viável e acessível quanto o mundo digital.

Em outras palavras, o acesso ao espaço é fundamental para a inovação tecnológica e o desenvolvimento das atuais ferramentas. Mais do que nunca, setores de comunicação, imagens e meteorologia dependem da exploração espacial e de novos equipamentos, como os nanossatélites. Com isso, demandas por novas rotas espaciais aumentam como a necessidade de testes, seja de material ou de sistemas desses pequenos satélites, antes que eles sejam lançados ao espaço para uma constelação final.

Ilustração de um nanossatélite sustentável, da iniciativa global Space Sustainable Rating (SSR) (Imagem: Reprodução/ESA)
Ilustração de um nanossatélite sustentável, da iniciativa global Space Sustainable Rating (SSR) (Imagem: Reprodução/ESA)

Para Heller, é necessário criar uma espécie de “Uber para ir e voltar” do espaço. Apesar de empresas como a SpaceX, Blue Origin e United Launch Allience terem revolucionado o transporte espacial ao longo dos últimos anos, cargas úteis do tamanho de pequenos satélites foram deixadas de lado — a não ser que peguem carona em algum foguete. O acesso a lançamentos frequentes e de baixo custo permitirá que desenvolvedores façam melhorias da maneira mais rápida antes de lançar seu produto final ao espaço.

Isso também poderia refletir positivamente no problema do lixo espacial, hoje agravado pela atual dinâmica do setor de “voar e rezar para que funcione”. Em recente relatório, a Agência Espacial Europeia (ESA) diz que, embora a indústria tenha se tornado mais consciente a esta questão e até tenha tomado algumas medidas para amenizar, não é o suficiente para acompanhar o crescente número de lixos em órbita. “Aumentar amplamente o acesso ao espaço em todos os níveis, pode ajudar as organizações a garantir que seus satélites sejam removidos da órbita quando não estiverem mais ativos”, acrescenta Heller.

Outra maneira de estimular este setor é aproveitar o interesse público, o qual, segundo Heller, é o maior de todos os tempos — bem mais do que a corrida espacial dos anos 1960. “O próximo passo natural agora é inclinar-se para a corrida do ouro dos nanossatélites com novas ideias, novas tecnologias e novos serviços de lançamento para atendê-los”, diz ele.

O acesso frequente e de baixo custo ao espaço, é fundamental para isso. Mais do que democratizar o acesso, é necessário democratizar a inovação, de modo a permitir que mais desenvolvedores, dos mais variados objetivos, alcancem seu produto final com mais rapidez.

Fonte: Canaltech

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