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Falta de ácido sulfúrico é novo obstáculo de gigantes de cobre

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Inclua o ácido sulfúrico à lista de desafios enfrentados por mineradoras de cobre diante da crescente demanda pelo metal.

O composto, usado para extrair cobre do minério, é cada vez mais difícil de encontrar. A desaceleração do refino de petróleo durante a pandemia resultou em menos disponibilidade de enxofre, um insumo importante para o ácido. Ao mesmo tempo, uma maior quantidade de ácido produzido na Ásia tem sido usada localmente em meio à retomada das indústrias. Pelo menos uma mina de cobre no Chile, o maior produtor, já foi afetada e os preços à vista subiram.

“Essa série de eventos nunca aconteceu antes”, disse Peter Harrisson, analista-chefe de enxofre do CRU Group. “Em meados de 2020, fundições preferiam não produzir ácido porque não podiam vendê-lo, enquanto agora as fundições gostariam de poder produzir mais.”

A falta de ácido sulfúrico, também conhecido como óleo de vitríolo, coincide com demanda crescente e preços recordes do cobre, já que estímulos e campanhas de vacinação reforçam o otimismo sobre a recuperação econômica, enquanto o peso do metal na transição energética sustenta o apetite a longo prazo.

Embora algumas fundições produzam ácido sulfúrico como derivado, a tecnologia de extração por solventes conhecida como eletroluição, amplamente empregada no Chile, o utiliza como matéria-prima. Com isso, a indústria de mineração chilena é uma das usuárias mais intensivas de ácido sulfúrico. O país consome cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano, das quais apenas 5,5 milhões de toneladas são adquiridas localmente, segundo a agência governamental Cochilco.

Mas com a China e outros países exportando menos, os embarques para o Chile caíram no primeiro trimestre. Isso já causa impacto em algumas minas.

A estatal Codelco conseguiu aumentar a produção de cobre no primeiro trimestre, mas sua mina Gabriela Mistral registrou queda de 40%. Um dos motivos foi a falta de acesso ao ácido sulfúrico, segundo Carmen Zuleta, que comanda o sindicato que representa os trabalhadores da mina. A Codelco não comentou de imediato.

A capacidade do Chile de manter altos níveis de produção de cobre provavelmente enfrenta ameaças muito maiores de uma série de negociações salariais ou outra onda de infecções por Covid-19. Ainda assim, se o aperto no fornecimento de ácido sulfúrico aumentar e se prolongar, isso poderia afetar até 12% da produção do país, disse Cristian Cifuentes, da Cochilco.

Enquanto os preços dos contratos de ácido estão em torno de US$ 60 a tonelada, os preços à vista subiram para US$ 160 a US$ 170, disse Harrisson, do CRU. Os preços devem cair para US$ 110 a US$ 140 no final do ano, já que a aceleração do refino produz mais enxofre, mas a oferta deve permanecer “estruturalmente apertada” pelos próximos quatro ou cinco anos, afirmou.

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©2021 Bloomberg L.P.

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