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Falha em sistemas oficiais gera subnotificação de casos de COVID na Inglaterra

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

Uma falha de sistema gerou uma subnotificação de quase 16 mil casos positivos de COVID-19 no Reino Unido. O departamento de saúde da Inglaterra informou nesta segunda-feira (05) que testes realizados entre 25 de setembro e 2 de outubro no país ficaram de fora dos totais registrados para o território depois que a planilha que contabilizava tais totais chegou a seu limite máximo de dados, o que impediu que o sistema automático de atualização computasse os resultados.

De acordo com o Public Health England (PHE), os resultados de 15.841 testes positivos para o novo coronavírus acabaram não sendo registrados quando emitidos originalmente, apesar de terem sido entregues normalmente aos cidadãos. Com isso, os totais por região inglesa foram afetados, assim como o sistema de notificação por meio do smartphone, que reconhece, pela geolocalização, quando cidadãos estiveram perto de contaminados, para que eles prestem atenção nos sintomas e procurem os sistemas de saúde em caso de necessidade. Cidades como Liverpool e Manchester podem ter sido atingidas diretamente.

Inicialmente, o caso havia sido reportado como uma falha no Excel, com o sistema automatizado do governo encontrando o limite máximo de inserção de dados na planilha. Esse aspecto também foi criticado por partidários da oposição, mas não foi confirmado por fontes oficiais do governo britânico nem apareceu em comentários do Primeiro Ministro Boris Johnson, que minimizou o impacto da falha sobre as notificações.

De acordo com ele, apesar de uma redução nos totais durante o período da falha, os números não deixaram de ser realistas nem foram responsáveis por alterar políticas públicas de combate à COVID-19. O Secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, deve comparecer no parlamento nesta segunda para prestar esclarecimentos sobre o caso, que teve como solução a divisão de planilhas em arquivos menores, de forma a não gerar o mesmo problema novamente.

Ao falar sobre o assunto à BBC, Thérèse Coffey, Secretária do Trabalho do governo inglês, afirmou não ser possível “mudar a história”, mas que o problema já foi solucionado e não deve mais acontecer, enquanto partidários da oposição e da própria administração criticaram o uso de um software público, em vez da utilização de um banco de dados dedicado ao combate à COVID-19.

Coffey também afirmou não saber exatamente quantas pessoas deixaram de ser notificadas sobre possível exposição ao coronavírus por conta do problema, mas admitiu que a ausência de avisos pode ter levado a novas contaminações no país. O total de positivos, por outro lado, não foi perdido e acabou sendo incluído nos números do Reino Unido divulgados pelas autoridades de saúde neste final de semana, o que gerou totais mais altos do que os esperados para o período.

A previsão é que a situação se normalize a partir desta segunda, tanto com as notificações de casos quanto com o sistema de alertas aos cidadãos sobre eventuais exposições. Nesta semana, o Reino Unido também aplica novas medidas de contenção e isolamento social, com Johnson afirmando que as próximas semanas serão cruciais para conter uma suposta segunda onda do coronavírus, que começa a atingir não apenas o Reino Unido, mas diversos países da Europa.

Fonte: Canaltech

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