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Facily demite ao menos 89 pessoas; setor de tecnologia tem onda de cortes

·3 min de leitura
Facily é conhecida por vender itens de supermercado a preços baixos
Facily é conhecida por vender itens de supermercado a preços baixos (Getty Image)
  • Ao menos três empresas de tecnologia realizaram cortes expressivos no quadro de trabalhadores

  • Uma lista com o nome de funcionários demitidos pela Facily foi divulgada nas redes sociais

  • Profissionais de diferentes áreas e cargos foram afetados pelos desligamentos

Uma planilha de Excel circula pelas redes sociais com o nome, telefone, email e cargo de 89 profissionais de diferentes setores. Conforme postagens realizadas no Linkedin e Twitter, os trabalhadores listados foram demitidos durante um corte de funcionários da Facily.

De acordo com a lista, profissionais das áreas de tecnologia, dados, atendimento, suporte e engenharia foram afetados pelo corte. As posições variam de analistas a posições de chefia.

Apesar da planilha contar com menos de 90 nomes, uma apuração realizada pelo Estadão indica que o número pode ser ainda maior. Uma fonte ouvida pelo jornal afirmou que o número pode chegar a 200.

Os trabalhadores foram desligados apenas quatro meses após a startup receber um aporte de US$ 135 milhões em uma extensão da rodada de investimento. Anteriormente, a empresa já havia sido contemplada com US$ 250 milhões.

A companhia atua como uma plataforma de venda de produtos online que oferece alimentos e produtos de limpeza a preços abaixo do mercado. Ela utiliza um modelo inspirado nas redes sociais que reúne usuários com interesses em comum que recebem descontos ao comprar os mesmos produtos.

QuintoAndar demite 20% dos funcionários

A Facily não foi a única empresa de tecnologia que resolveu diminuir o quadro de colaboradores. Nesta semana, empresa de venda e aluguel de imóveis online QuintoAndar demitiu 800 funcionários de um quadro de 4 mil trabalhadores. A decisão afetou diferentes áreas, como marketing, tecnologia e recursos humanos.

Em entrevista ao Infomoney, a empresa falou que “frequentemente faz ajustes internos buscando mais eficiência operacional para continuar servindo de forma responsável as mais de 500 mil pessoas que contam com a gente. Neste processo, prioririzamos algumas nossas iniciativas internas e alguns times e funções deixaram de existir, gerando uma redução de 4% das nossas equipes.”

A decisão gerou revolta, uma vez que a startup realizou um patrocínio milionário durante a exibição do Big Brother Brasil. De acordo com o Meio e Mensagem, a Globo teria pedido cerca de R$ 11,8 milhões desta categoria que queriam aparecer no programa.

Loft dispensa 159 trabalhadores

Outra empresa focada no setor tecnológico e de gerenciamento de imóveis decidiu desempregar um grande número de pessoas. A Loft demitiu 159 funcionários e realocou outros 52 dizendo que reorganizará a área de crédito.

Os desligamentos aconteceram menos de um ano após a companhia adquirir a CrediHome, startup que conecta grandes instituições financeiras às assessorias imobiliárias. Apesar dos cortes, a empresa nega problemas financeiros.

“Alcançamos uma taxa de crescimento de 70% em termos de valores movimentados no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao anterior, trabalhando em meio a um período de transição, com duplicidade de times”, afirmou Bruno Gama, CEO e fundador da CrediHome em nota.

Após pressão, a empresa afirmou que vai custear dois meses de plano de saúde aos profissionais demitidos e seus dependentes, além de disponibilizar três meses de LinkedIn Premium para auxiliar na recolocação dos profissionais demitidos.

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