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Facebook, WhatsApp e Instagram apresentam instabilidade

·5 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando um celular com o aplicativo Facebook aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando um celular com o aplicativo Facebook aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de cerca de seis horas fora do ar, as redes sociais do Facebook, que incluem WhatsApp e Instagram, voltaram a funcionar com instabilidade no início da noite desta segunda (4).

Alguns usuários relatam ter conseguido retomar acesso às plataformas, enquanto outros ainda dizem que o sistema está fora do ar, ou apresentando muita lentidão.

O apagão afetou usuários em diversas partes do mundo. Além do Brasil, usuários de Portugal, Reino Unido, Índia e Estados Unidos também reclamam.

O sinal de alerta veio dos próprios usuários que, por volta das 12h (no horário de Brasília), começaram a reclamar que havia instabilidade em todas as redes da empresa.

Um pico de queixas foi registrado pelo site Downdetector por volta das 13h nas três redes sociais —todas de propriedade do Facebook. Foram, então, cerca de 50 mil reclamações contra o WhatsApp, 14,5 mil contra o Instagram e 7.200 contra o Facebook, de acordo com o Downdetector.

A instabilidade levou o WhatsApp ao primeiro lugar nos assuntos do momento no Twitter. Também se destacaram entre os temas mais abordados o aplicativo de mensagens Telegram, concorrente do WhatsApp, e Zuckerberg (em referência a Mark Zuckerberg, um dos fundadores e presidente-executivo do Facebook).

Em um dia que já era complicado no mercado financeiro, com as principais pregões do mundo recuando, a empresa foi penalizada. Enquanto Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia, fechou com queda de 2,14%, as ações do Facebook encerraram o dia com retração de 4,89%.

Os papéis do Facebook já recuaram cerca de 15% desde 14 de setembro, quando o Wall Street Journal passou a publicar reportagens que sustentam que a companhia sabia que o Instagram é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes. Antes das revelações, as ações da empresa acumulavam alta de 37,83% neste ano.

Tanto os aplicativos quanto as versões desktop das redes apresentam instabilidade, assim como a página institucional do Facebook. A plataforma interna de comunicação da empresa, Workplace, também saiu do ar, segundo o jornal americano The New York Times.

O Facebook teve que recorrer ao Twitter para dar as primeiras informações. Em seu perfil oficial na rede concorrente, o Facebook publicou que "algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos apps e produtos". A empresa afirmou que está "trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido o possível" e que pede desculpas pela inconveniência.

O chefe de tecnologia do Facebook, Mike Schroepfer, também se desculpou com usuários no Twitter. "Nós estamos experimentando problemas de conexão e os times estão trabalhando o mais rápido possível para resolver e restaurar [os sistemas] o mais rápido possível", escreveu.

Também no Twitter, o WhatsApp escreveu que está ciente dos problemas e que está trabalhando para resolver o problema. O Instagram publicou que está com dificuldades e que está trabalhando nisso.

Ainda não se sabe a causa da queda, mas o jornal New York Times, por meio de fontes do departamento de segurança do Facebook que quiseram anonimato, sustenta que a possibilidade de um ataque hacker é improvável.

Ainda segundo o jornal americano, a empresa afirmou a funcionários pela manhã que a causa do problema era desconhecida. Para contornar a queda, eles estariam usando o Zoom para se comunicar.

Uma das hipóteses, segundo o site The Verge, especializado em cobertura de tecnologia, é que "o problema é aparentemente" o DNS (Domain Name System, ou Sistema de Nomes de Domínio). A sigla denomina um sistema que registra os nomes do site e os seus endereços IP —que são um número identificador.

Quando um usuário digita o site no qual deseja navegar, por exemplo, é esse sistema o responsável por traduzir o que foi digitado para o endereço IP e permite o acesso.

O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, aproveitou para tirar sarro da situação. Em seu perfil, retuítou uma imagem do domínio facebook.com à venda, decorrente em tese da hipótese do problema de domínio, perguntando "Quanto está?". O post viralizou.

A queda generalizada ocorre em um momento que já é de pressão para a empresa. Desde o começo de setembro, o Wall Street Journal tem publicado reportagens baseadas em documentos internos do Facebook que o jornal diz ter recebido. O veículo sustenta, por exemplo, que a companhia estava ciente desde 2019 de que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes.

Além das reclamações, usuários no Twitter fizeram memes com a instabilidade.

No fim da tarde, outras plataformas começaram a apresentar problemas.

O aplicativo de comunicação Telegram, alternativa ao WhatsApp, também registrou reclamações dos usuários. Na plataforma Downdetector, que registra reclamações de instabilidade nos serviços virtuais, o Telegram registrou um pico de reclamações às 15h08, com 1.097 notificações de problemas para usar o aplicativo, mas a curva de reclamações entrou em queda na sequeência.

O Telegram era o segundo assunto mais comentado do Twitter no Brasil na tarde de segunda-feira, só perdendo para o WhatsApp.

No caso do app, o problema parece ser mais de instabilidade por excesso de usuários, e não uma queda generalizada. No Twitter, usuários confirmam que estão conseguindo usar a rede ou que conseguiram voltar a utilizá-la após um tempo, enquanto outros ainda reclamam da falta de acesso.

Novos usuários tiveram dificuldade para conseguir se cadastrar no aplicativo. O SMS enviado para confirmar a veracidade da conta demorava para chegar, e alguns receberam uma mensagem de erro ao tentar várias vezes fazer o cadastro.

O TikTok também teve aumento nas reclamações reportadas ao Downdetector, mas com pico menor. Eram 37 reclamações às 15h29.

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