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Facebook vai investir US$ 10 bilhões para criar seu próprio metaverso

·3 min de leitura

O Facebook anunciou que pretende gastar pelo menos US$ 10 bilhões (cerca de R$ 55,9 bilhões na cotação atual) em 2021 para criar o seu próprio metaverso. O dinheiro será investido no Facebook Reality Labs, a divisão da empresa que cuida da criação de hardware, software e conteúdo para realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV).

Em setembro desse ano, a companhia de Mark Zuckerberg já havia dito que iria aplicar US$ 50 milhões (R$ 280 milhões) em um fundo dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de um ambiente digital colaborativo que promete se tornar a principal aposta da empresa a longo prazo.

No dia 18 de outubro, o Facebook comunicou que também planeja criar 10 mil empregos na União Europeia nos próximos cinco anos para construir o mundo online em que os usuários poderão usar diferentes dispositivos para se mover e se comunicar dentro da plataforma virtual.

“Nenhuma empresa será proprietária e operará o metaverso. Dar vida a isso exigirá a colaboração e a cooperação entre companhias, desenvolvedores, criadores de conteúdo e formuladores de políticas digitais mais abrangentes”, afirma o vice-presidente de assuntos globais do Facebook Nick Clegg.

Metaverso

A palavra metaverso surgiu pela primeira vez no livro Snow Crash, escrito por Neal Stephenson, em 1992. De lá para cá ela vem sendo usada para definir mundos 3D virtuais compartilhados onde é possível criar um senso de presença virtual capaz de imitar a experiência de interação pessoal.

Esses aglomerados de realidades virtuais que emulam o universo físico já foram explorados por games como Second Life, Fortnite, Roblox e filmes de ficção científica como Matrix e Jogador Nº 1, de Steven Spielberg. Nesses ambientes, avatares transportam características físicas e psicológicas dos usuários para dentro da realidade tecnológica.

Na concepção do Facebook, em vez de um computador, o utilizador do metaverso poderia utilizar um fone de ouvido para se conectar com o ambiente digital. A empresa já está testando o Horizon Workrooms, um app usado nos headsets de realidade virtual Oculus Quest 2, que permite que as pessoas entrem em escritórios virtuais como avatares e participem de reuniões em tempo real.

Atraindo usuários

Com a criação de um metaverso, o Facebook espera reconquistar jovens adultos que se distanciaram da plataforma nos últimos anos. Segundo a empresa, o público entre 18 e 29 anos começou a migrar para redes concorrentes como o TikTok em busca de outras formas mais efetivas de comunicação.

Outra questão que preocupa os executivos da gigante das redes sociais são os documentos vazados recentemente que mostram uma queda de 13% entre utilizadores adolescentes nos EUA só em 2019. A companhia estaria projetando uma redução na sua base de pessoas conectadas ainda maior, em torno de 45% em 2020 e 2021.

Apesar do vazamento de informações internas feito pela ex-funcionária Frances Haugen, que também chegou a afirmar que a empresa escolhe o lucro em vez da segurança dos usuários, o Facebook ainda mantém sua saúde financeira em alta. Só a receita do terceiro trimestre foi de US$ 28 bilhões (R$ 157 bilhões).

Com a criação de um metaverso exclusivo, os executivos esperam um crescimento considerável para o futuro, trazendo de volta usuários mais maduros que abandonaram a plataforma e que anseiam por interação em ambientes virtuais para poder se divertir, socializar e até mesmo trabalhar.

Fonte: Canaltech

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