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Facebook vai expandir programa de proteção de contas em 2021

Felipe Demartini
·2 minuto de leitura

O Facebook anunciou a expansão de seu programa de proteção de contas também para jornalistas, ativistas e pesquisadores em direitos humanos. A plataforma, que até agora estava disponível apenas a políticos com selo de verificado na rede social, passa a ficar disponível a mais usuários na medida em que a própria plataforma se posiciona como um hub de acesso à informação, algo que envolve, também, a confiabilidade de perfis que podem ser alvo de ataques, invasões ou convertidos para disseminação de fake news.

O programa, chamado de Facebook Protect, envolve ferramentas adicionais que vão além daquelas que estão disponíveis a todos os utilizadores, como é o caso da autenticação em duas etapas. Além do uso obrigatório desse recurso, o sistema encoraja a utilização de chaves físicas para acesso à rede social, assim como possui ferramentas de checagem e acompanhamento em tempo real para evitar ou detectar rapidamente tentativas de invasão.

De acordo com Nathaniel Gleicher, diretor de políticas de segurança do Facebook, os perfis de pessoas notáveis estão cada vez mais se tornando alvo de ataques, justamente, pelo destaque que suas vozes possuem junto à comunidade. Foi por isso que a rede social decidiu expandir o programa de proteção, após, também, ver os bons resultados da iniciativa durante o período eleitoral deste ano nos Estados Unidos.

De acordo com a plataforma, 70% dos políticos envolvidos nas eleições tinham o sistema ativado, e isso ajudou a reduzir os problemas de segurança em seus perfis. Agora, a ideia é expandir o acesso a tais ferramentas de segurança, com um rol menos abrangente de recursos estando disponível, também, para todos os usuários da rede social. É o caso das chaves físicas de segurança, que serão colocadas à venda de forma global em 2021, ainda que os perfis considerados de maior risco tenham prioridade no recebimento.

Além disso, o Facebook vai adotar outras práticas de segurança em 2021, como relatórios mais abrangentes sobre ataques e riscos envolvendo os usuários, com divulgação pública focada na tomada de medidas pelos possivelmente atingidos. Com isso, completa Gleicher, brechas de segurança podem ser solucionadas mais cedo, enquanto os usuários, diante de revelações sobre como indivíduos maliciosos estão agindo, poderão atuar para garantir a própria proteção.

Fonte: Canaltech

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