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Facebook também tentou comprar Fitbit, afirmam fontes

Felipe Demartini

O Facebook tentou ativamente comprar a Fitbit, empresa de tecnologias vestíveis que acabou sendo comprada pelo Google, em um negócio anunciado no início de novembro. A informação aparece nos documentos oficiais sobre a compra, registrados pela adquirida junto à justiça dos Estados Unidos, e cita uma “empresa A”, que de acordo com fontes não identificadas, seria a rede social.

A companhia teria feito diferentes propostas de compra da empresa de wearables, enquanto o próprio Mark Zuckeberg se encontrou com o CEO da Fitbit, James Park, em pelo menos três ocasiões. Os encontros teriam acontecido em junho, julho e setembro deste ano, enquanto a fabricante ventilava sua intenção de venda junto ao mercado e se encontrava com outros potenciais compradores.

A proposta final do Facebook veio em outubro: US$ 7,30 por ação, totalizando US$ 2,09 bilhões. Na ocasião, a rede social já teria afirmado à Fitbit que essa seria sua oferta derradeira e o maior valor a ser pago, motivo pelo qual a fabricante acabou seguindo com o Google por um valor ligeiramente maior, quando comparado. De acordo com o anúncio oficial, a gigante levou a empresa de wearables por US$ 2,1 bilhões, oferecendo US$ 7,35 por cota.

Com isso, Zuckerberg e o Facebook viram o negócio como finalizado e realmente cumpriram a palavra, não realizando novas ofertas que se equiparassem ou tentassem superar a da rival. Além da rede social, três outras empresas, também não identificadas nos documentos submetidos pela Fitbit às autoridades, teriam expressado interesse em negociar uma compra, mas as conversas não teriam ido tão longe.

Uma delas, entretanto, teria permanecido no páreo até setembro de 2019, com os registros afirmando ainda que ela pode estar interessada em realizar investimentos na companhia após a finalização da venda para o Google. As fontes que revelaram a presença do Facebook no negócio, porém, não revelaram a identidade das outras participantes.

O anúncio da compra da Fitbit pelo Google foi feito em 1º de novembro, com expectativa de finalização para meados do ano que vem. Os produtos da fabricante passarão a ser integrados ao ecossistema do Wear OS, enquanto ambas trabalharão juntas na criação de novos produtos e soluções. Não ficou claro, entretanto, se a adquirida continuará existindo e operando de maneira independente ou se será fundida à já existente estrutura de vestíveis da gigante.

O Facebook não se pronunciou sobre a suposta participação nas negociações pela Fitbit. As ações da empresa apresentam alta de 1,7% nesta quarta-feira (27).

Fonte: Canaltech

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