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Facebook registra lucro no último trimestre. Mas prevê um futuro "difícil"

Rui Maciel
·5 minuto de leitura

O Facebook anunciou na última quarta-feira (27) seus resultados financeiros referentes ao quartro trimestre de 2020 (ou o segundo trimestre do ano fiscal de 2021). Os números, de forma geral, foram satisfatórios, mas a empresa prevê um futuro "difícil" pela frente, principalmente com as mudanças de privacidade do iOS 14 e que pode prejudicar os negócios de publicidade da companhia de Mark Zuckerberg.

Mas antes de falar do que vem pela frente, vamos aos números do último tri, que superaram as expectativas dos analistas. O Facebook obteve uma receita de US$ 28,07 bilhões, um crescimento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro cresceu 53%, saltando para US$ 11,2 bilhões. Além disso, seu lucro por ação foi de US$ 3,88, um valor 20,4% maior do que o previsto pela consultoria Refinitv.

A receita do Facebook atingiu bom nível de crescimento no último tri de 2020. Mas a empresa prevê desaceleração em 2021 (Imagem: Facebook)
A receita do Facebook atingiu bom nível de crescimento no último tri de 2020. Mas a empresa prevê desaceleração em 2021 (Imagem: Facebook)

As redes sociais do grupo também apresentaram boa performance em outro quesito importante; o número de usuários. O Facebook afirmou que conta com 3,30 bilhões de usuários mensais em sua família de aplicativos (Facebook, Instagram e WhatsApp), em comparação com 3,21 bilhões no trimestre anterior.

Além disso, sua base de usuários diários ativos (DAUs) saltou para 1,84 bilhão. Já os usuários ativos mensais (MAUs), a companhia registrou 2,8 bilhões. E a receita média por usuário (ARPU) também agradou: US$ 10,14 gastos por pessoa, em média.

O Facebook também afirmou que sua base na Europa aumentou para 308 milhões de usuários ativos diários, seu primeiro crescimento na região após três trimestres na casa dos 305 milhões. No entanto, nos EUA e no Canadá, a base de usuários caiu para 195 milhões de usuários ativos diários - contra 196 milhões no trimestre anterior. Este é o segundo trimestre consecutivo em que a empresa perde usuários na América do Norte.

O número de usuários ativos diários do Facebook vem crescendo trimestre após trimestre (Imagem: Facebook)
O número de usuários ativos diários do Facebook vem crescendo trimestre após trimestre (Imagem: Facebook)

Por fim, a receita da divisão "Outros" da empresa também registrou bom desempenho, com US$ 885 milhões no último trimestre, um aumento de 156% em relação ao ano passado. Isso foi responsável por mais de 3% da receita do Facebook no período. Isso inclui as vendas de fones de ouvido de realidade virtual Oculus e de dispositivos de vídeochat da linha Portal. As vendas aumentaram graças à pandemia da Covid-19, uma vez que as pessoas ficaram em casa e buscavam novas formas de entretenimento e comunicação.

2021 promete ser um ano mais difícil para o Facebook. E a Apple é uma das causas

Se por um lado os números do último semestre foram satisfatórios e superaram as expectativas do mercado, por outro lado, Mark Zuckerberg previu "tempos desafiadores". E um deles passa justamente pela Apple.

Isso porque o sistema operacional mobile da empresa, o iOS 14, passará por mudanças de privacidade que podem afetar a capacidade do Facebook de direcionar seus anúncios. Com isso, já neste primeiro trimestre de 2021, seus negócios envolvendo publicidade online - sua principal fonte de receitas - pode ser afetado.

iOS 14: novas regras de privacidade do sistema operacional mobile da Apple podem impactar as receitas publicitárias do Facebook (Foto:Unsplash)
iOS 14: novas regras de privacidade do sistema operacional mobile da Apple podem impactar as receitas publicitárias do Facebook (Foto:Unsplash)


Inclusive, Zuckerberg afirmou em nota que o Facebook vê a Apple cada vez mais como um de seus maiores concorrentes. Segundo ele:

“A Apple pode dizer que está fazendo isso para ajudar as pessoas, mas os movimentos rastreiam claramente seus interesses competitivos. É importante que as pessoas entendam essa dinâmica, porque nós e outras [empresas] enfrentaremos isso em um futuro próximo”.

Ainda na conversa com analistas, o Facebook afirmou que se beneficiou em 2020 com uma mudança em direção ao e-commerce e maior consumo de produtos durante a pandemia. No entanto, a empresa afirmou que isso tende a desacelerar ou, até mesmo, reverter e “pode servir como um obstáculo para o crescimento de nossa receita de publicidade”.

Para completar, os recentes desdobramentos regulatórios na Europa também podem afetar a receita publicitária da companhia, uma vez o manuseio de dados intercontinentais tende a ficar mais restrito. Com isso, o Facebook prevê que suas receitas no primeiro semestre deste ano não apresentem crescimento. Mas aguarda uma retomada na outra metade de 2021.

Política

Outra mudança anunciada por Zuckerberg passa por política. O CEO declarou que a empresa agora está considerando medidas para reduzir a quantidade de conteúdos sobre esse tema que os usuários veem em seus feeds de notícias. Este anúncio veio na esteira do tumulto que aconteceu no Capitólio no começo de janeiro, quando partidários de Donald Trump invadiram a casa para tentar barrar a validação do presidente eleito, o democrata Joe Biden.

“Um dos principais comentários que estamos ouvindo de nossa comunidade agora é que as pessoas não querem que a política e a luta se apropriem de sua experiência em nossos serviços”, disse Zuckerberg.

Além disso, Zuckerberg anunciou que o Facebook planeja parar permanentemente de recomendar grupos cívicos e políticos para usuários em todo o mundo. Essa ação vem na esteira da interrupção temporária de recomendações de grupos do gênero, que foi feita, inicialmente, nos EUA em outubro, antes das eleições em novembro do ano passado.

“Esta é uma continuação do trabalho que estamos fazendo há algum tempo para baixar a temperatura e desencorajar conversas divisivas”, disse Zuckerberg.

Queda nas ações

Após a apresentação dos bons resultados do quarto trimestre de 2020, as ações do Facebook subiram nas negociações após o expediente na quarta-feira. No entanto, após os anúncios de que seus negócios de publicidade podem ser prejudicados, seus papeis sofreram uma desvalorização de 3%.

A empresa anunciou ainda uma recompra adicionais de até US$ 25 bilhões de suas próprias ações.

Fonte: Canaltech

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