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Facebook rebate documentário ‘O Dilema das Redes’: ‘sensacionalista’

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
O executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg. (Foto: AP Photo/Mark Lennihan)
O executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg. (Foto: AP Photo/Mark Lennihan)

O documentário “O Dilema das Redes”, da Netflix, tem feito sucesso por atacar de forma direta o modelo de negócio e a própria existência de plataformas de redes sociais. No filme, redes como Facebook e Twitter aparecem praticamente como mega-vilãs da sociedade: causadoras de vício, problemas emocionais, suicídio, e talvez até uma guerra civil.

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Todas as críticas aparecem na boca de ex-funcionários dessas empresas, que denunciam práticas de negócios sombrias, voltadas para manter os usuários viciados em seus produtos, apenas para vender seus dados e lucrar cada vez mais, numa espiral destrutiva.

Mas há quem discorde dessa visão. Por exemplo, o próprio Facebook.

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A gigante das redes sociais publicou na web um documento intitulado “O que há de errado com ‘O dilema das redes’”, em que ataca a abordagem do documentário, e o classifica como “sensacionalista”.

O documento elenca vários motivos, mas essencialmente, argumenta que a visão demonstrada é simplista, e que ea usa as empresas como “bodes expiatórios” para problemas sociais muito mais complexos.

“Em vez de oferecer uma visão com nuance da tecnologia, o filme dá uma visão distorcida de como plataformas de mídias sociais funcionam, para criar um bode expiatório conveniente para problemas sociais complexos. Os criadores do filme não incluem opiniões daqueles que atualmente trabalham nas empresas, ou especialistas que tenham uma visão diferente da narrativa criada pelo filme.”

Em seguida, o documento elenca 7 “erros” do filme:

  1. “Vício. O Facebook cria seus produtos para criar valor, não para ser viciante.”

  2. “Você não é o produto. O Facebook é fundamentado em publicidade para que ele continue gratuito para as pessoas.”

  3. “Algoritmos. Os algoritmos do Facebook não são ‘loucos’. Eles mantêm a plataforma relevante e útil.”

  4. “Informação. O Facebook fez melhorias na empresa para proteger a privacidade das pessoas.”

  5. “Polarização. Nós trabalhamos para diminuir o conteúdo que pode levar à polarização.”

  6. “Eleições. O Facebook fez investimentos para proteger a integridade das eleições.”

  7. “Desinformação. Nós lutamos contra notícias falsas, desinformação, e conteúdo famoso usando uma rede global de parceiros de checagem de notícias.”

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