Mercado fechará em 3 h 26 min
  • BOVESPA

    113.783,81
    +2.599,86 (+2,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.648,61
    +271,14 (+0,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,08
    +2,80 (+4,57%)
     
  • OURO

    1.715,80
    0,00 (0,00%)
     
  • BTC-USD

    49.857,40
    -992,68 (-1,95%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.000,37
    +13,16 (+1,33%)
     
  • S&P500

    3.825,07
    +5,35 (+0,14%)
     
  • DOW JONES

    31.338,57
    +68,48 (+0,22%)
     
  • FTSE

    6.652,32
    -23,15 (-0,35%)
     
  • HANG SENG

    29.236,79
    -643,63 (-2,15%)
     
  • NIKKEI

    28.930,11
    -628,99 (-2,13%)
     
  • NASDAQ

    12.733,25
    +51,50 (+0,41%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6969
    -0,0818 (-1,21%)
     

Facebook proíbe acesso e compartilhamento de notícias na Austrália

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

O Facebook resolveu adotar uma medida drástica após passar quase três anos debatendo com o governo australiano. A partir de hoje, usuários do país estão proibidos de compartilhar e visualizar notícias oriundas de veículos de mídia locais, uma vez que projetos de leis procuram forçar as redes sociais a pagarem os jornais regionais pela circulação de seus conteúdos jornalísticos dentro das plataformas.

“A proposta de lei interpreta de forma errônea a relação entre a nossa plataforma e os editores que a utilizam para compartilhar conteúdo noticioso. Isso nos deixou diante de uma escolha difícil: tentar cumprir com uma lei que ignora a realidade desse relacionamento ou parar de permitir conteúdos noticiosos em nossos serviços na Austrália. Com dor no coração, optamos por esta segunda opção”, afirmou a companhia.

“Infelizmente, isso significa que as pessoas e organizações na Austrália estão proibidas de postar links de notícias e compartilhar ou visualizar conteúdo de notícias australianas e internacionais no Facebook. Globalmente, a postagem e o compartilhamento de links de notícias de editores australianos também são restritos. Para fazer isso, estamos usando uma combinação de tecnologias para restringir o conteúdo de notícias e teremos processos para revisar qualquer conteúdo removido inadvertidamente”, diz.

Quem sai perdendo?

O comunicado oficial, assinado por William Easton (diretor do Facebook para a Austrália e para a Nova Zelândia), ressalta que a decisão é mais danosa aos veículos de mídia do que aos usuários. “No ano passado, o Facebook gerou aproximadamente 5,1 bilhões de referências gratuitas para veículos de mídia australianos no valor estimado de 407 milhões de dólares australianos”, ressalta Easton.

<em>Imagem: Reprodução/Joey Csunyo (Unsplash)</em>
Imagem: Reprodução/Joey Csunyo (Unsplash)

“Para o Facebook, o ganho comercial com as notícias é mínimo”, desdenha o executivo. “As notícias representam menos de 4% do conteúdo que as pessoas enxergam em seu feed. O jornalismo é importante para uma sociedade democrática, e é por isso que criamos ferramentas dedicadas e gratuitas para apoiar organizações de notícias em todo o mundo na inovação de seu conteúdo para o público online”, finaliza.

A companhia promete ainda que está se preparando para lançar o Facebook News na Austrália, mas só depois de um “aumento significativo em nossos investimentos com os veículos de mídia locais”. Coincidentemente, por outro lado, o Google anunciou acordos com a mídia australiana e gastará US$ 300 bilhões para poder veicular notícias do país; até então, o buscador ameaçava bloquear seu acesso na região.

E no resto do mundo?

Embora o embate judicial seja específico da Austrália, esse tipo de decisão abre precedentes para que situações similares ocorram em outros países ao redor do globo — inclusive por aqui no Brasil. Tais possibilidades aumentam ainda mais se levarmos em conta que, de uns tempos para cá, as políticas do Facebook (tal como seus subprodutos, a exemplo do WhatsApp) causaram polêmicas em relação a estratégias de monetização e respeito à privacidade digital dos usuários.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: