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Facebook pode despriorizar notícias no feed para focar de vez em vídeos

O Facebook pretende mudar os produtos focados em texto para um estilo voltado para os vídeos, inspirado no visual do TikTok. Isso significa que a plataforma de boletins informativos Bulletin e a guia dedicada a notícias devem ficar de lado ou até sumir, eventualmente. O objetivo seria a construção de um ecossistema mais robusto para fomentar o trabalho dos criadores de conteúdo.

O recurso News foi lançado em 2019 pelo Facebook como uma forma de combater as fake news e recompensar financeiramente veículos de comunicação pelo conteúdo veiculado na plataforma. A guia de notícias passou a combinar fatos relatados com a curadoria de conteúdo e o apoio dos algoritmos para entregar informações úteis ao usuário.

O Facebook News oferecia conteúdo noticioso direto dos principais jornais, revistas e sites do mundo (Imagem: Divulgação/Facebook)
O Facebook News oferecia conteúdo noticioso direto dos principais jornais, revistas e sites do mundo (Imagem: Divulgação/Facebook)

Esse modelo custa muitos milhões de dólares e a plataforma parece ter entendido que o investimento não traz o retorno desejado. Não há nada oficial ainda, mas é provável que tais contratos não sejam renovados e o dinheiro fique mais centralizado apenas para quem produz conteúdo exclusivo para o Facebook.

O mesmo pode correr com o Bulletin, criado a partir da compra da empresa de newsletters Substack no ano passado. A gigante das mídias sociais conseguiu atrair grandes nomes para o lançamento, mas tudo parou por aí.

As poucas estatísticas sobre o produto divulgadas revelaram um desenvolvimento lento e pouco significativo. Apenas 50% dos criadores do Bulletin tinham mais de mil assinantes e poucos ultrapassavam 5 ou 10 mil, números ínfimos se comparados aos bilhões de usuários da plataforma.

FaceTok ou TikBook?

O Canaltech já mencionou o conteúdo de um memorando interno no qual executivos do Facebook discutem sobre a possibilidade de mudar totalmente o foco da rede. Em vez das tradicionais publicações em texto e o visual com barras laterais, o serviço poderia adotar a navegação em tela cheia voltada para os vídeos e recomendações de conteúdo.

O Facebook começou a experimentar o novo layout estilo TikTok com o Reels (Imagem: Divulgação/Facebook)
O Facebook começou a experimentar o novo layout estilo TikTok com o Reels (Imagem: Divulgação/Facebook)

Além dos Stories, a rede social criada por Mark Zuckerberg trouxe o formato do Reels. Hoje, a plataforma prioriza a exibição de postagens dos seus amigos, de páginas curtidas e de grupos dos quais o usuário participa. Com a troca, as pessoas começariam a ver publicações aleatórias baseadas algoritmo, conforme os gostos de cada um.

Até o momento, o Facebook não falou abertamente sobre esses planos, mas já deu algumas pistas para os sites The Verge e The Wall Street Journal. Ao que parece, a ideia é investir sempre no que pode trazer retorno e os vídeos (curtos e lives) parecem estar no centro disto.

Uma rede em busca de identidade

Recentemente, a rede social chegou a apostar nos bate-papos por áudio, inspirada no sucesso meteórico do Clubhouse, mas a ideia "flopou". Tanto as Audio Rooms quanto os Soundbites não caíram no gosto do usuário e a empresa abandonou tudo no meio do caminho.

Em fevereiro de 2022, o Feed de Notícias mudou de nome após 15 anos. O local passou a ser chamado apenas de "Feed", em uma estratégia de simplificação e alinhamento com o Instagram, bem como para mostrar que o conteúdo ali não contemplará apenas notícias.

O "Face" celebra seus 18 anos, mas já passa por uma crise há alguns anos. Tudo começou com o Snapchat, o que obrigou a empresa a reformular o Instagram para competir de igual para igual. O Facebook, no entanto, acabou defasado sem grandes mudanças e hoje tem um declínio acentuado de usuários, principalmente os mais jovens.

Vale lembrar que nenhuma das informações aqui foram oficialmente anunciadas, portanto ainda podem ocorrer mudanças. O fato é que Facebook deve fazer alguma coisa para se manter relevante nos próximos anos, ao menos até que o metaverso chegue para tentar livrar a plataforma do limbo.

Fonte: Canaltech

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