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Facebook permitirá anúncios eleitorais, mas usuários poderão escolher não vê-los

Wagner Wakka

Mesmo com pressões recentes de políticos, o Facebook informou que não vai mudar as suas diretrizes para publicidade tanto na rede social principal, quanto no Instagram. Uma das principais questões é que as políticas das plataformas não pune quem mente em anúncios.

A preocupação gira em torno de campanhas eleitorais dentro do Facebook e Instagram, o que fica ainda mais crítico com a aproximação das eleições presidenciais nos Estados Unidos. “Diferente da Google, escolhemos não limitar exposição destes anúncios [políticos]”, informou Rob Leathern, diretor de gerenciamento de produtos do Facebook.

Um dos argumentos do executivo é de que não há uma lei para isso, motivo que permite ao Facebook que escolha como quer trabalhar. “Na ausência de uma regulação, cabe ao Facebook e outra companhias produzir suas próprias políticas. Baseamos as nossas no princípio de que as pessoas devem poder ouvir aqueles que gostariam que fossem seus líderes, com todas as questões, sendo que o que eles falam deve passar pelo escrutínio e debate público”, defende Leathern.

O debate sobre as diretrizes da rede social se agravaram em outubro do ano passado quando a página oficial do presidente Donald Trump publicou uma peça com falsas acusações contra Joseph Biden, ex-vice-presidente. A vítima pediu, então, ao Facebook que excluísse a publicação, mas a empresa se recusou a fazê-lo, com base na liberdade de expressão.

Mudanças

Apesar de manter a postura sobre suas diretrizes, o Facebook fez algumas mudanças pontuais. A primeira delas é criar ferramentas de transparência para listas de campanhas para facilitar que jornalistas, pesquisadores e até cidadão possam criticar ações eleitorais. As novidades “devem ser implementadas nos próximos meses”, afirma Leathern.

Junto disso, o executivo também disso que tanto Facebook quanto Instagram vão permitir a usuários escolherem ver menos publicidades relacionadas a campanhas e de cunho político tanto no Facebook quanto no Instagram.

Por fim, também será possível ver o alcance abertamente de todas as campanhas políticas dentro das redes sociais, para se ter noção do impacto de cada um dos anúncios.

Fonte: Canaltech

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