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Facebook não prioriza Brasil contra fake news, diz delatora da empresa

Facebook não prioriza o Brasil contra as fake news, diz delatora da companhia. Foto: REUTERS/Michele Tantussi.
Facebook não prioriza o Brasil contra as fake news, diz delatora da companhia. Foto: REUTERS/Michele Tantussi.
  • Em 2021, Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, divulgou documentos internos da empresa;

  • A delatora afirmou que há menos proteção contra tentativas de interferir nas eleições no Brasil do que nos EUA;

  • Haugen condenou a falta de investimento em moderação e inteligência artificial em português.

A ex-funcionária e delatora do Facebook, a norte-americana Frances Haugen, que divulgou milhares de documentos internos da plataforma em 2021, disse que a companhia não prioriza o Brasil no combate às operações coordenadas de fake news eleitorais.

Haugen, que é cientista de dados e atuava no setor de integridade cívica da empresa, chega ao país neste domingo (3) para atender a uma audiência pública na Câmara na próxima terça-feira (5) e debater sobre o projeto de lei (PL) das fake news, assim como dialogar com instituições da sociedade civil.

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Para a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, a delatora do Facebook afirmou que “há muito menos proteção no Brasil contra tentativas de interferir nas eleições do que nos Estados Unidos”.

Haugen chamou de ineficaz o mecanismo anunciado pela companhia para o Brasil em outubro, que se propõe a detectar o conteúdo desinformativo e exibir etiquetas para direcionar usuários a links do TSE.

"Na melhor das hipóteses, o Facebook consegue detectar 20% do conteúdo desinformativo. Mas, pensando de forma realista, eles devem estar rotulando no máximo 5%”, afirmou ela.

Além disso, Haugen também condenou a falta de investimento e transparência em moderação e inteligência artificial na língua portuguesa.

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