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Facebook lança recurso de loja para venda de produtos nos grupos e em lives

·3 min de leitura

O Facebook começou a distribuir aos usuários um novo recurso de compras para expandir as transações financeiras na plataforma. Agora, será possível criar lojas em grupos, enviar recomendações para quem pedir ajuda e comercializar produtos durante transmissões ao vivo. Embora não tenha ocorrido um anúncio oficial, a ideia parece ser fortalecer o ecossistema financeiro da rede social, no intuito de incentivar o uso do Facebook Pay e atrair anunciantes para venda de serviços diversos.

A maior inovação é a adição de lojas oficiais em grupos, pois deve oferecer uma possibilidade real de ganho de dinheiro para os administradores. Será possível criar um sistema de e-commerce atrelado àquele grupo em específico, com destinação definida dos valores arrecadados, como instituições de caridade, organizações não governamentais ou, obviamente, o bolso do criador do grupo.

A lojinha do grupo pode vender produtos oficiais autorizados pelos administradores (Imagem: Reprodução/Facebook)
A lojinha do grupo pode vender produtos oficiais autorizados pelos administradores (Imagem: Reprodução/Facebook)

Segundo a vice-presidente de Gerenciamento de Produtos da Meta, Yulie Kwon Kim, em entrevista ao site TechCrunch, o objetivo da criação é incentivar o pagamento daqueles que hoje atuam como voluntários na gestão de grupos, afinal as lojas poderiam gerar um fluxo de receita para serem recompensados pelo trabalho. “Esta é uma ótima maneira para as pessoas sustentarem e manterem o grupo funcionando", concluiu.

Esse é o primeiro passo do Facebook no sentido de trazer recursos de monetização para os grupos — além das lojas, devem ser criadas ferramentas de arrecadação de fundos e sistema de assinaturas para conteúdos exclusivos.

Já o recurso de recomendação é para entregar uma funcionalidade extra para uma atitude bastante comum nesses espaços. Em grupos de tecnologia, por exemplo, muita gente pede indicações de técnicos para consertar o notebook ou de uma loja de confiança para comprar um smartphone novo. Com as novas recomendações, um vendedor ou um comprador satisfeito poderá marcar um produto listado para ser incorporado ao comentário, e as que tiveram bastante engajamento devem aparecer no feed de notícias de mais pessoas.

Você pode adicionar recomendações de produtos em lojas para quem procura por algo em específico (Imagem: Reprodução/Facebook)
Você pode adicionar recomendações de produtos em lojas para quem procura por algo em específico (Imagem: Reprodução/Facebook)

Compra e venda ao vivo

Embora o Live Shopping não seja uma novidade no Facebook, o fato é que até hoje ela nunca teve o promissor impacto que deveria. Com as transmissões ao vivo e uma aproximação maior entre marcas e criadores, é natural que mais recursos de compra e venda sejam demandados, razão pela qual essas adições podem dar uma forcinha extra necessária para quem deseja vender seus produtos ou serviços pela rede social.

Para a rede social, é interessante manter o usuário dentro do seu domínio, sem ele precisar ser direcionado para um comércio externo e interrompesse a navegação. Com lojas integradas e recomendações, dá para fazer tudo isso de forma simultânea: divulgar um produto na live, marcar os interessados, espalhar em grupos e vender de forma instantânea, sem precisar tirar a audiência de dentro do Facebook.

Se o produto tiver muitas recomendações, o algoritmo deve exibir no feed de potenciais interessados (Imagem: Reprodução/Facebook)
Se o produto tiver muitas recomendações, o algoritmo deve exibir no feed de potenciais interessados (Imagem: Reprodução/Facebook)

Com a chegada do fim do ano, e consequentemente das bonificações e do décimo terceiro salário, é esperado que o Facebook lance suas principais ferramentas de compra e venda com brevidade. Todos esses já citados anteriormente começaram a chegar desde a sexta-feira passada (12) no aplicativo para iOS e Android, mas pode levar algum tempo para todos serem contemplados.

Resta saber se essas adições podem recuperar o público perdido para o Instagram e o TikTok, bem como atrair novos influenciadores interessados em comercializar via rede social. O fim de ano será um bom termômetro para isso, portanto o Canaltech ficará de olho nas novidades.

Fonte: Canaltech

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