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Facebook encontra um plano para driblar taxas de 30% da Apple

·2 min de leitura

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, explicou que pretende trilhar um caminho específico para contornar as taxas de 30% cobradas pela App Store em cada transação realizada no iOS. A empresa proprietária do Facebook pretende usar essa estratégia para permitir aos criadores reter mais dinheiro de suas assinaturas na plataforma de metaverso.

Em um post publicado na sua rede social, Zuckerberg disse estar focado em encontrar uma solução para evitar essa taxação, pois ela poderia prejudicar o modelo de assinatura pensado pela companhia. A ideia é entregar um link promocional para os criadores: quando a pessoa se inscrever por ele, terá todo o dinheiro arrecadado direcionado para si, com desconto apenas dos impostos cabíveis.

O executivo garantiu que os criadores terão novas formas de compreender melhor o seu público graças a um conjunto novos de dados, como a possibilidade de baixar endereços de e-mail de cada assinante. Embora isso seja excelente para o produtor de conteúdo, trata-se de uma prática que deve desagradar muita gente, porque elevaria o volume de mensagens na caixa de entrada das pessoas.

A Meta teria separado cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) para repassar aos criadores de conteúdo na forma de um programa de bônus. Esse formato já é adotado com sucesso por outras empresas para impulsionar a entrada de usuários, como o TikTok e o Kwai, e poderia fortalecer o metaverso no momento do seu lançamento.

Taxação é considerada alta

Não é novidade que o Facebook, e outras empresas de mídia, tentem contornar a taxação da App Store, que cobra entre 15 e 30% de comissão sobre as transações da App Store feitas sobre as compras realizadas via iOS. Todo programa baixado na loja virtual da Maçã acaba sujeito a essa taxação se vender assinaturas, complementos ou adicionais, o que eleva o valor pago pelo usuário e reduz o lucro dos desenvolvedores.

Outro ponto de conflito da criadora do iPhone com a gigante das mídias sociais foi sobre a mudança na política de rastreamento de usuários, responsáveis por um prejuízo bastante considerável da empresa nos últimos meses. O App Tracking Transparency (ATT) teria custado R$ 55 bilhões para mídias sociais, com Facebook e Snapchat os mais prejudicados no segmento.

Ainda não há detalhes técnicos de como esse novo recurso será implantado, afinal a Apple não costuma ser compassiva com estratégias para burlar seu sistema. No geral, quem tenta sabotar o mecanismo deles sofre sanções e até banimento da plataforma, como ocorreu com a Epic Games e o game Fortnite. O jeito é aguardar por mais novidades oficiais para entender se a meta da Meta será alcançada.

Fonte: Canaltech

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