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Facebook encerra programa de reconhecimento facial e apaga 1 bilhão de fotos

·2 min de leitura

Nesta terça-feira (2), o Facebook anunciou que vai apagar a base de dados que era usada treinar o sistema de reconhecimento facial da rede social. Lançado em 2010 para facilitar a marcação de pessoas em fotos, o acervo soma mais de 1 bilhão de identidades de usuários.

Todos que entraram no Facebook entre 2010 e 2019 e têm alguma fotografia na rede social devem estar integrados nessa base de dados. Depois desse período, a ferramenta passou a ser opcional, o que provavelmente ainda garantiu a entrada de milhares (ou milhões) de novos rostos.

“Olhando para o futuro, ainda vemos a tecnologia de reconhecimento facial como uma ferramenta poderosa, por exemplo, para pessoas que precisam verificar sua identidade ou para evitar fraudes”, defende o vice-presidente de inteligência artificial do Facebook, Jerome Pesenti.

A base de dados de reconhecimento facial será excluída e não mais receberá novas identidades (Imagem: Reprodução/Pixabay)
A base de dados de reconhecimento facial será excluída e não mais receberá novas identidades (Imagem: Reprodução/Pixabay)

O executivo conta que mais de um terço dos usuários ativos diariamente no Facebook habilitaram o reconhecimento facial. Em contrapartida, a principal desvantagem da retirada da funcionalidade será a perda da identificação de usuários no texto descritivo, ferramenta de acessibilidade para portadores de deficiências visuais.

“Precisamos pesar os casos de uso positivos para reconhecimento facial com as crescentes preocupações da sociedade, especialmente porque os reguladores ainda precisam fornecer regras claras”, explica a empresa em comunicado.

Retrabalhando a imagem da Meta

A exclusão e o abandono do reconhecimento facial do Facebook é algo mais simbólico do que prático para a empresa — agora, chamada Meta. O anúncio pode significar uma “virada de página” importante para a companhia em termos de preservação da privacidade dos usuários e, eventualmente, colaborar com a reconstrução da confiança do público.

Sob o novo nome, tudo que a empresa de Mark Zuckerberg precisa fazer é evitar novos escândalos — embora ela já esteja envolvida em um, aliás. Se a base de dados de reconhecimento facial se torna alvo de uma multa milionária, por exemplo, isso faria o esforço para a criação da marca Meta ser ainda mais difícil de ser alcançado.

Fonte: Canaltech

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