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Facebook e Instagram rejeitam 2,2 milhões de anúncios antes das eleições nos EUA

·2 minutos de leitura
Facebook redobrou esforços para não repetir experiência de 2016, quando sua rede foi utilizada em operações em massa da Rússia para manipular eleitores durante a campanha presidencial dos EUA e o referendo do Brexit no Reino Unido
Facebook redobrou esforços para não repetir experiência de 2016, quando sua rede foi utilizada em operações em massa da Rússia para manipular eleitores durante a campanha presidencial dos EUA e o referendo do Brexit no Reino Unido

O Facebook rejeitou "2,2 milhões de anúncios" e "120 mil posts no Facebook e Instagram foram removidos por tentar obstacularizar a participação" nas eleições nos Estados Unidos, anunciou o vice-presidente da empresa, Nick Clegg, em uma entrevista ao Journal du Dimanche. 

Além disso, "foram apresentados alertas em 150 milhões de informações falsas verificadas pela mídia independente", incluindo a AFP, explicou o vice-presidente de Relações Públicas e Comunicação da empresa. 

O Facebook redobrou esforços nos últimos meses para não repetir a experiência de 2016, quando sua rede foi usada em operações maciças de manipulação de eleitores, lideradas da Rússia, durante a campanha presidencial dos Estados Unidos e durante o referendo do Brexit no Reino Unido. 

"Trinta e cinco mil colaboradores cuidam da segurança de nossas plataformas e contribuem com as eleições. Estabelecemos colaborações com 70 meios de comunicação especializados, cinco deles na França, na apuração de informações", disse Clegg. 

"Também temos ferramentas de inteligência artificial. Elas permitiram a supressão de bilhões de postagens de contas falsas, antes mesmo de serem denunciadas pelos usuários", acrescentou o vice-presidente do Facebook. 

O site também armazena "todos os anúncios e informações, como financiamento ou origem, durante sete anos para garantir a transparência". 

Segundo Clegg, em 2016 "o Facebook não havia identificado ou suprimido uma única rede estrangeira que interferisse nas eleições". 

"Entre março e setembro deste ano, suprimimos 30 redes maliciosas no mundo, incluindo algumas que tinham como alvo os Estados Unidos".

No início de outubro, o Facebook removeu mais de 300 contas e páginas ativas do Facebook e Instagram. Segundo a empresa, elas tinham relação com um escritório de marketing, o Rally Forge, que trabalha para a Turing Point USA, organização que busca mobilizar estudantes em torno de Donald Trump, principalmente em estados onde o resultado das eleições será muito apertado.

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