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Facebook e Instagram removeram 1 milhão de conteúdos falsos sobre a covid-19

·3 min de leitura

A Meta (antigo Facebook Inc.) anunciou nesta quinta-feira (11) que já removeu mais de um milhão de posts, comentários e Stories no Facebook e do Instagram que continham desinformações graves sobre a covid-19. Segundo a companhia, todos os conteúdos que possam colocar a vida das pessoas em risco, como declarações de inexistência da pandemia ou que vacinas podem causar morte, AIDS ou autismo, foram excluídos para evitar a propagação de mentiras.

A rede garante ter uma parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades de saúde em todo o mundo para diferenciar o que é falso do que é verdadeiro. Conforme o conhecimento científico ou os fatos sobre a doença avançam, especialistas em saúde pública são ouvidos e a lista de conteúdos é atualizada para abranger novos boatos ou calúnias relacionadas.

O Facebook e o Instagram usam de fontes confiáveis para combater as fake news (Imagem: Reprodução/Meta)
O Facebook e o Instagram usam de fontes confiáveis para combater as fake news (Imagem: Reprodução/Meta)

Segundo a companhia, o objetivo é equilibrar segurança e liberdade de expressão: quando uma começa a se sobrepor a outra é hora de intervir. Para embasar todas as atitudes, os moderadores acrescentam links para informações oficiais ou provenientes de fontes confiáveis sobre a pandemia para esclarecer o leitor — já foram mais de 76 milhões de pessoas que acessaram a central de informações do Facebook/Instagram sobre a covid-19.

Conteúdos checados

Para ler esse tipo de assunto, basta a pessoa clicar em um dos rótulos adicionados pela plataforma quando o conteúdo postado se refere a coronavírus, vacinas ou medicamentos. Há três conteúdos esclarecedores que mais tiveram acessos:

  • As vacinas são rigorosamente testadas quanto à segurança antes de serem disponibilizadas para o público;

  • Jovens podem contrair covid-19;

  • Prender a respiração não é um teste para covid-19.

Essas explicações são produzidos pela própria equipe das redes sociais, com base no trabalho das parcerias com agências independentes de verificação de fatos (Agência Lupa, Aos Fatos, AFP e Estadão Verifica no Brasil). Quando um post é marcado como falso por uma dessas agências, o alcance é reduzido drasticamente para evitar a disseminação da mentira, além de ter um rótulo sobre o post para alertar quem ainda assim visualizar o conteúdo desinformativo.

E o ZapZap?

O WhatsApp, usado como um dos principais canais de espalhamento de notícias falsas, também foi alvo de aprimoramentos conduzidos pela Meta. A plataforma teria sido usada para facilitar as campanhas de vacinação em vários países e hoje ajuda a conectar pessoas comuns a fontes oficiais de informações, com números exclusivos para tirar dúvidas e chatbots que verificam a veracidade de informações, por exemplo.

Além da checagem, o WhatsApp oferece uma ferramenta para denunciar mensagens falsas ou com conteúdo impróprio (Imagem: Kris Gaiato/Canaltech)
Além da checagem, o WhatsApp oferece uma ferramenta para denunciar mensagens falsas ou com conteúdo impróprio (Imagem: Kris Gaiato/Canaltech)

Infelizmente, neste aspecto, a plataforma de bate-papo ainda está muito aquém do que é necessário, pois, juntamente ao Telegram, servem como canal para disparo rápido de mensagens massivas com mentiras e ataques. Tendo em vista o formato de segurança adotado pela rede, com criptografia de ponta a ponta e impossibilidade de acesso a conteúdos que não sejam denunciados, é improvável que algo mude.

A pandemia já começa a entrar na fase final, mas o Brasil ainda deve enfrentar um cenário igualmente caótico para 2022: as eleições nacionais. A Meta já teve experiência acumulada do último pleito dos Estados Unidos e agora deve somar a isso toda a experiência com o combate à fake news e boatos infundados da covid-19. Resta saber se as medidas adotadas serão suficientes para evitar uma repetição do que foi visto em 2018.

Fonte: Canaltech

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