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Facebook e Instagram desativam perfis ligados a Bolsonaro e ao PSL

Claudio Yuge
·3 minuto de leitura

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (8) a remoção de quatro redes por “violação de nossa política contra interferência estrangeira e comportamento inautêntico coordenado”, com origem no Canadá, Equador, Estados Unidos, Ucrânia e Brasil. Em nosso país, todos os perfis eram ligados a Bolsonaro e ao Partido Social Liberal (PSL). A remoção também se estendeu a contas semelhantes no Instagram.

De acordo com a rede social, foram retiradas do ar 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook e 38 contas no Instagram. No total, 883 mil perfis seguiam uma ou mais dessas páginas no Facebook e cerca de 350 pessoas se juntaram ao grupo. Aproximadamente 917 mil pessoas seguiam uma ou mais dessas contas no Instagram. O total gasto com publicidade pelo usuários do Facebook envolvidos nesse caso chegam a US$ 1,5 mil (mais de R$ 8 mil na cotação desta quarta).

Foram identificados vários grupos que agiam de forma organizada, utilizando contas duplicadas e falsas, algumas das quais tinham sido detectadas e removidas pelos algoritmos da rede social. “Atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de Páginas fingindo ser veículos de notícias”, detalha a mensagem. Os conteúdos publicados eram sobre notícias e eventos locais, incluindo política e eleições, memes políticos, críticas à oposição política, organizações de mídia e jornalistas, e mais recentemente, sobre a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

<em>Exemplo de material que viola as regras do Facebook e que motivou a remoção do conteúdo e das contas</em><br><em>(Divulgação/Facebook)</em>
Exemplo de material que viola as regras do Facebook e que motivou a remoção do conteúdo e das contas
(Divulgação/Facebook)

“Ainda que as pessoas por trás dessa atividade tentassem ocultar suas identidades e coordenação, nossa investigação encontrou ligações a pessoas associadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a alguns dos funcionários nos gabinetes de Anderson Moraes, Alana Passos, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro”, diz o comunicado da plataforma. Vale destacar que não é a primeira vez que isso acontece. No final de 2018, 68 páginas e 43 contas foram excluídas da plataforma por violarem políticas de autenticidade e spam.

Flávio Bolsonaro e PSL respondem

Em nota ao Tilt, o senador Flávio Bolsonaro afirma que “pelo relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura. Julgamentos que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas”.

O PSL disse que não teria tido contas apagadas e que os políticos citados no comunicado do Facebook “na prática já se afastaram do PSL há alguns meses, com a intenção de criar outro partido”, referindo-se ao Aliança pelo Brasil. “O próprio PSL tem sido um dos principais alvos de fake news proferidos por este grupo”, complementou.

Já a assessoria do presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou a respeito dessa remoção.

Fonte: Canaltech

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