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Facebook diz que novas políticas de privacidade da Apple podem fortalecê-lo

Rui Maciel
·3 minuto de leitura

Depois de meses de campanha jogando contra parece que o jogo virou. Em uma sessão no Clubhouse - a badalada rede social de áudio - Mark Zuckerberg mudou o tom e afirmou que as iminentes mudanças de privacidade que serão implementadas pela Apple podem deixar o Facebook "em uma posição mais forte" junto aos seus anunciantes e usuários.

"Acho que a realidade é que estou confiante de que seremos capazes de superar essa situação. E vamos estar em uma boa posição. Acho que podemos até estar em uma posição mais forte."

As mudanças no iOS14 devem ser implementadas em breve e forçarão os desenvolvedores de aplicativos como o Facebook a pedir permissão aos usuários antes de rastreá-los por meio do Identifier for Advertisers (IDFA) da Apple. Isso acabou gerando uma briga pública entre os CEOs das duas companhias: Tim Cook e o próprio Zuckerberg.

Quando as atualizações foram anunciadas, Zuckerberg afirmou que elas poderiam dizimar parte de seus negócios de publicidade no Facebook. A rede social tem afirmado consistentemente que as mudanças vão prejudicar as pequenas empresas, chegando ao ponto de colocar anúncios de página inteira nos jornais, dizendo: "Estamos enfrentando a Apple pelas pequenas empresas em todos os lugares".

Mark Zuckerberg: para o CEO dp Facebook, as novas políticas de privacidade da Apple podem gerar oportunidades (Foto: Anthony Quintano / Wikimedia / CC)
Mark Zuckerberg: para o CEO dp Facebook, as novas políticas de privacidade da Apple podem gerar oportunidades (Foto: Anthony Quintano / Wikimedia / CC)


Além disso, em janeiro último, o cofundador da rede social também dissera que a Apple passou a ser uma das "maiores concorrentes" do Facebook e a acusou de sufocar a concorrência sob o pretexto de proteção à privacidade. E ameaçou até mesmo abrir um processo antitruste contra a criadora do iPhone.

Apple rebateu acusações do Facebook

Como a Apple não costuma levar desaforo para casa, Tim Cook resolveu rebater Zuckerberg. Ainda no final de janeiro, criticou a polarização e a desinformação nas redes sociais.

Em participação na conferência Computers, Privacy and Data Protection (Computadores, Privacidade e Proteção de Dados, na tradução livre), Cook criticou aplicativos que, segundo ele, coletam muitas informações pessoais e priorizam "teorias de conspiração e incitação à violência, simplesmente por causa de suas altas taxas de engajamento". Ainda que não tenha citado nominalmente, o alvo de suas críticas, claro, era o Facebook.

Segundo o executivo da Maçã, "em um momento de desinformação galopante e teorias de conspiração alimentadas por algoritmos, não podemos mais fechar os olhos para uma teoria da tecnologia que diz que todo engajamento é um bom engajamento - quanto mais longo, melhor - e tudo com o objetivo de coletar o máximo de dados possível ”.

Tim Cook: CEO da Apple não engoliu as críticas de Zuckerberg e atacou a política de privacidade da rede social (Foto: divulgação)
Tim Cook: CEO da Apple não engoliu as críticas de Zuckerberg e atacou a política de privacidade da rede social (Foto: divulgação)


Cook criticou as práticas das redes sociais que, segundo ele, minam a confiança do público nas vacinas e encorajam os usuários a se juntar a grupos extremistas. De acordo com o CEO, “já passou da hora de parar de fingir que essa abordagem não tem um custo - de polarização, de perda de confiança e, sim, de [aumento da] violência. Não se pode permitir que um dilema social se torne uma catástrofe social".

Problemas viraram oportunidades

Em sua mudança de tom, Zuckerberg disse durante debate no Clubhouse que agora acredita que as mudanças podem fortalecer o Facebook, encorajando os vendedores a usarem diretamente sua plataforma de venda de produtos, já que a publicidade direcionada na plataforma se tornará menos eficaz.

"As mudanças da Apple encorajam mais empresas a conduzir o comércio em nossas plataformas, ainda que tenha ficado mais difícil para eles usarem seus dados de forma básica para encontrar os clientes que gostariam de usar seus produtos fora de nossas plataformas.

Mas o ponto em que mais me concentrei é que muitas dessas mudanças tornarão as coisas mais difíceis para as pequenas empresas e desenvolvedores. E acho que a situação será um desafio para eles enfrentarem. Acho que uma das razões pelas quais o Facebook tem sido um pouco franco sobre isso [as atualizações de privacidade da Apple] é que existem certos princípios com os quais nos preocupamos e capacitar os indivíduos é um deles."

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Fonte: Canaltech

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