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Facebook fecha cerco em torno de contas acusadas de manipular informações

·3 minuto de leitura

Relatório divulgado pelo Facebook revela que foram apagados 714 perfis no Brasil de 2017 até 2020. Dentre os principais afetados estão páginas e perfis ligados à política, principalmente apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e opositores ao seu governo. Os dados mostram a atuação da plataforma no combate às pessoas físicas e jurídicas que violaram a política de comportamento da rede e no Instagram.

As ações integram o que a rede chama de “operações de influência”, um conjunto de esforços coordenados para manipular ou corromper o debate público visando a um objetivo estratégico. O Facebook menciona várias ações relacionadas às eleições nos Estados Unidos, ocorridas no último ano, que confirmaram Joe Biden como vencedor na disputa contra o candidato à reeleição Donald Trump.

Nas operações realizadas, o Facebook retirou do ar contas e páginas acusadas de comportamento que viola as regras (Imagem: Reprodução/Facebook)
Nas operações realizadas, o Facebook retirou do ar contas e páginas acusadas de comportamento que viola as regras (Imagem: Reprodução/Facebook)

Os protestos civis contra o racismo e outras crises pontuais foram usados como gancho para a maior parte da disseminação falsa. No Brasil, a pandemia da COVID-19 também foi uma ponte comum para disseminar informações sem embasamento científico ou comprovação por autoridades, como tratamentos alternativos, dados camuflados ou mentiras sobre as vacinas.

Segundo o Facebook, os perfis excluídos tinham origens distintas, incluindo páginas que disseminavam notícias falsas, entidades comerciais, políticos, grupos conspiratórios ou marginais e até coordenados por governos.

O que todos tinham em comum era a prática de inflar conteúdos duvidosos ou irreais de forma artificial. Mais do que apenas conteúdo falso, muitos desses perfis também se escondiam atrás do anonimato para espalhar boatos, o que é considerado um comportamento enganoso pelas políticas da plataforma.

Remoções no Brasil

Diferentemente do perfil dos ataques nos EUA, que partiram majoritariamente de outros países, aqui no Brasil a origem era local. O relatório revela que a maioria das remoções de conteúdo era de páginas criadas por aqui para influenciar a população brasileira.

Em razão das eleições municipais do ano passado, o país foi alvo de muitas operações de remoção de páginas fake nas duas plataformas sociais. De 2017 até 2020, foram 7 ações específicas para remoção de conteúdo que resultou nos seguintes dados:

  • 323 contas do Facebook

  • 235 páginas do Facebook

  • 81 grupos

  • 69 perfis do Instagram

Em dezembro de 2020, por exemplo, foram removidas 34 contas do Facebook e 18 contas do Instagram originadas em três municípios do estado do Espírito Santo (Serra, Vitória e Cariacica) criadas no intuito de fortalecer páginas e postagens relacionadas aos candidatos a prefeito em cada cidade.

A investigação encontrou vínculos entre eles e uma agência de comunicação e relações públicas com escritórios em Brasília, Vitória e Braga, em Portugal. Esta rede quase não tinha seguidores quando foi removida, mas a ação foi necessária porque o grupo era parte de uma estratégia de comportamento não autêntico existente na região.

Em julho de 2018, a companhia derrubou uma rede coordenada que usava contas falsas para espalhar fake news — conforme o relato do Facebook, todos os perfis estavam vinculados ao Movimento Brasil Livre (MBL). Na mesma operação, também foram excluídas três páginas em apoio a Bolsonaro e duas que tentavam se passar pelo portal de notícias G1.

O Facebook reforça que continuará a executar tais atividades para impedir que a opinião pública seja manipulada por atitudes fraudulentas que visam interesses particulares.

Fonte: Canaltech

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