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Facebook desativa quase 200 contas ligadas a grupos de supremacia branca

Alberto Rocha

O Facebook tem agido de forma controversa em relação aos conflitos raciais que tomaram conta dos EUA nos últimos dias. Se por um lado a plataforma anunciou através de seu CEO que não vai tomar medidas contras as postagens inflamatórias do presidente Donald Trump na rede social, por outro a companhia removeu, na última sexta-feira (5), cerca de 190 contas vinculadas a grupos de ódio.

Segundo informações da Associated Press, tais movimentos planejavam reunir partidários a participarem da recente onda de protestos contra os assassinatos cometidos por pessoas negras pela polícia, inclusive, em alguns casos, o incetivo era para que armas fossem levadas.

Mark Zuckberg abre guerra contra seus funcionários ao não banir posts de Trump (Imagem: Reprodução)

Contas do Instagram também foram removidas

Além dos perfis no Facebook, o Instagram também foi alvo das investigações. As contas em questão eram ligadas aos grupos "Proud Boys" e "American Guard", que a rede social já tinha removido. Ambos vinham sendo monitorados pelas autoridades responsáveis desde o início das manifestações pela morte de George Floyd em Minneapolis.

"Vimos que esses grupos estavam planejando reunir apoiadores e membros para ir fisicamente aos protestos e, em alguns casos, estavam se preparando para ir com armas", revelou Brian Fishman, diretor de política de contraterrorismo e organizações perigosas do Facebook.

O Facebook afirmou que continuará removendo novas páginas, grupos ou contas criadas por usuários que violarem as regras, disseminando ódio entre os usuários. Lembrando que, na semana passada, a rede social de Mark Zuckerberg rebaixou páginas e fóruns ligados ao termo "boogaloo", utilizado para se referir a uma suposta segunda Guerra Civil Americana.


Fonte: Canaltech