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Facebook cria pulseira para controlar realidade aumentada "lendo seu cérebro"

·3 min de leitura

Não é novidade alguma que o Facebook está investindo com força no campo de realidade aumentada (RA) — a companhia chegou a fundar o Reality Labs, divisão projetada especificamente para trabalhar em inovações nesse sentido. E uma das preocupações de tal equipe é como tornar a comunicação entre o ser humano e as interfaces de RA mais amigáveis e naturais, indo além dos óculos disponíveis comercialmente no mercado. Acredite ou não: a rede social parece ter encontrado uma solução interessante.

Em uma extensa publicação que detalha os planos do Reality Labs para os próximos dez anos, a rede social comentou a respeito de alguns desafios enfrentados nesse processo e demonstrou uma pulseira capaz de se comunicar diretamente com as ondas eletromagnéticas cerebrais do usuário, efetivamente “lendo” seus pensamentos e tornando os comandos via gestos muito mais naturais. Nada se sensores ou câmeras aqui; a ideia é realmente integrar o corpo com a tecnologia.

“O que estamos tentando fazer com as interfaces neurais é permitir que você controle a máquina diretamente, usando a saída do sistema nervoso periférico — especificamente os nervos fora do cérebro que animam os músculos de sua mão e dedo”, explica Thomas Reardon, diretor de interfaces neuromotoras do Reality Labs. O produto mostrado em vídeo é um conceito — ou seja, não se anime para ver o gadget disponível nas gôndolas em um futuro próximo. Ainda assim, a ideia é animadora.

Vale a pena fazer uma rápida explicação aqui: nossa atividade cerebral possui ondas eletromagnéticas que viajam por nossa medula espinhal, enviando sinais que atingem os músculos específicos necessários para uma simples movimentação como abrir e fechar a mão. Através da técnica conhecida como eletromiografia (constantemente usada para fins de medicina), é possível mapear essa série de sinais elétricos e transformá-los em uma entrada para sistemas computadorizados.

Em resumo, a pulseira funcionaria mais ou menos como o projeto Neuralink, de Elon Musk, mas sendo bem menos invasivo, já que a leitura dos sinais seria feita pela pulseira. “Os sinais através do pulso são tão claros que a eletromiografia consegue entender o movimento dos dedos de apenas um milímetro. Isso significa que a entrada pode ser fácil. Em última análise, pode até ser possível sentir apenas a intenção de mover um dedo”, explica a rede social.

Mas, afinal, porque uma pulseira?

A companhia explica. "Existem muitas outras fontes de entrada disponíveis, todas úteis. A voz é intuitiva, mas não privada o suficiente para a esfera pública ou confiável o suficiente devido ao ruído ambiente. Um dispositivo separado que você pode armazenar no bolso, como um telefone ou um gamepad, adiciona uma camada de atrito entre você e o ambiente. À medida que explorávamos as possibilidades, colocar um dispositivo de entrada no pulso tornou-se a resposta clara: o pulso é um lugar tradicional para usar um relógio, o que significa que ele pode se encaixar razoavelmente na vida cotidiana e em contextos sociais", explica.

<em>Imagem: Divulgação/Facebook</em>
Imagem: Divulgação/Facebook

Claro, este é só um dos experimentos do Reality Labs para otimizar a RA. A companhia também trabalha no uso de inteligência artificial (IA) para que os sistemas possam entender contextos e personalizar o escopo de suas ações. “Trata-se de construir uma interface que pode se adaptar a você e exigirá a construção de modelos poderosos de IA que podem fazer inferências profundas sobre quais informações você pode precisar; ou coisas que pode querer fazer em vários contextos, com base em um entendimento de você e seu ambiente”, complementa a marca.

Fonte: Canaltech

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