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Facebook, Alphabet e Twitter ouvem de parlamentares dos EUA que "tempo de autorregulação acabou"

Diane Bartz e Elizabeth Culliford
·3 minuto de leitura
Instalação do SumOfUs em protesto perto do Capitólio, Washington

Por Diane Bartz e Elizabeth Culliford

WASHINGTON (Reuters) - Os presidentes-executivos de Facebook, Google e Twitter enfrentaram críticas de parlamentares dos EUA nesta quinta-feira sobre suas abordagens ao extremismo e à desinformação em suas primeiras aparições perante o Congresso desde que manifestantes pró-Trump atacaram o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro.

"Nós fugimos enquanto uma multidão profanou o Capitólio, o plenário da Câmara e nosso processo democrático", disse o deputado democrata Mike Doyle. "Esse ataque, e o movimento que o motivou, começou e se alimentou nas suas plataformas", acrescentou.

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que havia conteúdo relacionado ao motim em suas plataformas, mas, quando questionado se a empresa era responsável pelo ocorrido, ele disse que a responsabilidade da empresa era "construir sistemas eficazes".

"Fizemos nossa parte para garantir a integridade da eleição e, em 6 de janeiro , o presidente Trump fez um discurso rejeitando os resultados e conclamando as pessoas a lutar", disse Zuckerberg. Ele argumentou que a polarização no país se deve ao ambiente político e midiático.

O ex-presidente Donald Trump foi banido pelo Twitter por incitar à violência em janeiro, enquanto o Facebook pediu a seu conselho de supervisão independente que decidisse se deveria barrá-lo permanentemente. Ele ainda está suspenso do YouTube.

A audiência foi virtual, mas o grupo de defesa SumOfUs divulgou ilustrações de Zuckerberg, Sundar Pichai, presidente-executivo da Alphabet, que o Google; e Jack Dorsey, presidente-executivo do Twitter, vestidos como manifestantes de 6 de janeiro no National Mall perto do Capitólio. Um mostrava Zuckerberg como o "QAnon Shaman", um desordeiro sem camisa usando chifres.

Os parlamentares, em declarações na audiência conjunta, realizada por dois subcomitês do Comitê de Energia e Comércio da Câmara, também criticaram as empresas sobre a proliferação desinformação sobre Covid-19 e vacinas e ressaltaram preocupações sobre o impacto da mídia social na saúde mental das crianças.

"Seu próprio modelo de negócios se tornou o problema e o tempo de autorregulação acabou. É hora de legislarmos para responsabilizá-los", disse o representante democrata Frank Pallone, presidente do comitê de Energia e Comércio.

Os republicanos no painel também criticaram os gigantes da tecnologia pelo que consideram esforços para sufocar as vozes conservadoras.

Alguns parlamentares estão pedindo que a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que protege as plataformas online de responsabilidade sobre o conteúdo do usuário, seja descartada ou reformulada. Existem várias leis dos democratas para reformar a Seção 230 que estão circulando no Congresso, embora o progresso tenha sido lento. Vários republicanos também têm pressionado separadamente para revogar totalmente a lei.

Em depoimento por escrito divulgado na quarta-feira, o Facebook argumentou que a Seção 230 deveria ser refeita para permitir às empresas imunidade de responsabilidade pelo que os usuários colocam em suas plataformas apenas se seguirem as melhores práticas para a remoção de material prejudicial.

Pichai e Dorsey disseram na audiência que estão abertos a algumas das mudanças na proposta do Facebook. Pichai disse que havia algumas "boas propostas". Dorsey endossou algumas das sugestões de Zuckerberg, mas disse que seria difícil distinguir entre pequenos e grandes serviços.

(Por Diane Bartz em Washington e Elizabeth Culliford em Nova York; reportagem adicional de Nandita Bose em Washington)