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Facebook admite que o Instagram tem impacto mental negativo em adolescentes

·2 minuto de leitura

Um levantamento interno conduzido pelo Facebook revelou como a saúde mental dos adolescentes é impactada negativamente pelo Instagram. Segundo a pesquisa, 32% das meninas com menos de 18 anos disseram se sentir mal com seus corpos e que a rede social comandada por Adam Mosseri piorava esse sentimento. O documento obtido com exclusividade pelo Wall Street Journal revela que as comparações podem mudar a forma como as jovens se veem e se descrevem.

Essa descoberta não é exatamente uma novidade, afinal relatórios anteriores da companhia já apontavam para o mesmo problema. O jornal estadunidense ressaltou uma pesquisa de 2019, cuja conclusão era o grave problema de imagem corporal para uma em cada três meninas adolescentes.

O estudo mostra que o Instagram tem impactos nocivos na mente de adolescentes (Imagem: cyndidyoder83/Pixabay)
O estudo mostra que o Instagram tem impactos nocivos na mente de adolescentes (Imagem: cyndidyoder83/Pixabay)

A rede já foi alvo de levantamentos preocupantes sobre a mentalidade dos usuários, com uma pequena porcentagem de adolescentes do Reino Unido e dos Estados Unidos tendo afirmado já ter tido pensamentos suicidas devido ao serviço. Nesse caso, não fica claro se isso ocorreu por conta da imagem de perfeição vendida por influenciadores digitais ou se tem relação com bullying e assédio, práticas rotineiras no ambiente digital.

Números do próprio Instagram mostram que a plataforma é mais popular do que o próprio Facebook entre os mais jovens: cerca de 40% dos usuários têm menos de 22 anos. Esse apelo até fez com que a plataforma começasse a desenvolver uma versão do serviço para crianças, embora tenha sido muito criticada por setores sociais e autoridades, já que poderia deixar um público muito jovem exposto.

Luta contra os impactos negativos

Ao serem consultados pelo jornal, os representantes do Facebook apenas responderam com um link para um post do blog oficial da companhia que confirmava a veracidade dos dados. Na publicação, a companhia diz que apoia a pesquisa, embora ela lance luz negativa sobre o uso da plataforma. Essa atitude seria uma forma de demonstrar a preocupação dos desenvolvedores e o compromisso em compreender as complexas questões sobre as quais os jovens lutam diariamente.

Usuários com 16 anos tem a conta definida como privada por padrão (Imagem: Divulgação/Instagram)
Usuários com 16 anos tem a conta definida como privada por padrão (Imagem: Divulgação/Instagram)

O Instagram ressaltou que pretende ser mais transparente sobre as pesquisas feitas pela marca, tanto de modo interno quanto em colaboração com pesquisadores externos. A plataforma ressaltou que deve compartilhar ainda novos dados e recursos em criação para tentar contornar os problemas desencadeados pelo uso das mídias sociais.

Desde o início do ano, com a intensificação de relatos de assédio, abuso sexual e outras práticas condenáveis, a plataforma reforçou as opções de segurança e privacidade. As contas de menores de 16 anos passaram a ser configuradas por padrão como privadas e um mecanismo para identificar contas com comportamento suspeito, que tenham sido bloqueadas ou denunciadas por perfis de jovens.

Fonte: Canaltech

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